As comemorações da Páscoa remetem à história primitiva. Tradicionalmente, a data se confunde com a chegada da primavera do hesmifério Norte. Era nesta época que os povos primitivos realizavam cerimônias para o florescimento das plantas e flores e a fecundidade dos animais. ‘‘Existem estudos que dizem haver uma relação entre a páscoa e as festividades antigas. Provavelmente, os camponeses celebravam a chegada da primavera, mas tudo é muito controverso’’, comenta o professor de história e hebraico Sérgio Feldman.
Independente dessa teoria, a celebração da data segue o calendário judaico, que toma como referência a movimentação da lua e as estações do ano. Assim, na segunda semana do mês de Nissan, quando acontece a lua cheia, é comemorada a Páscoa judaica. Da mesma forma, todas as festividades católicas seguem este dia. O Carnaval é definido 47 dias antes e Corpus Christi, 60 dias depois.
‘‘A relação de data acontece, mas o sentido da festividade mudou, tornando-se mais profundo e espiritual’’, afirma D. Pedro Fedalto, arcebispo de Curitiba. Em todas as religiões, o significado da Páscoa é de renovação e renascimento - como as flores no campo. A data é lembrada como um momento para intensificar a fraternidade, justiça e irmandade entre os povos.

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