Cambé - O estudante universitário Jeferson Brito de Campos, 18, ingressou na Associação Refúgio aos 14 anos de idade. Ele chegou à entidade por convite de um amigo que frequentava as oficinas de jiu-jitsu. "Depois de um ano fazendo jiu-jitsu, comecei a fazer aula de música para aprender a tocar violão e bateria", contou. Foi por meio do professor de música que Campos transformou sua perspectiva de vida e passou a fazer planos maiores para o futuro.

O professor fazia faculdade de engenharia elétrica na UEL (Universidade Estadual de Londrina) e foi conversando com o mestre que o rapaz passou a entender mais sobre a área e a se interessar pelo curso. "Quando entrei aqui, não pensava em fazer uma faculdade, mas por influência do professor de música, comecei a pensar. Ele também me incentivava a entrar na faculdade", disse o jovem.

No início de 2018, Campos passou no vestibular da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e ingressou na faculdade de engenharia elétrica, no campus de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro). Ele acabou de concluir o primeiro ano e está animado em relação ao seu futuro profissional. "Sou a primeira pessoa da minha família a ingressar em uma faculdade e vejo isso como um incentivo para que outras pessoas da minha família também cursem uma faculdade. Ainda não sei se vou para a área acadêmica ou seguir uma área específica na engenharia, mas a parte intelectual muda muito. Muda muito a forma de pensar", avaliou.

Para se manter na faculdade, ele conta com auxílios financeiros que serão renovados para o próximo ano letivo e esses incentivos possibilitam que a família não tenha que abrir mão de nenhum item básico para que ele possa prosseguir com os estudos. "Tenho muito orgulho da minha história, mas sei que ainda tenho bastante coisa pela frente. Estou começando o caminho." (S.S.)

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