Dano ambiental motiva adequações na Carlos Strass
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quarta-feira, 05 de julho de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
As obras de duplicação da Rodovia Carlos João Strass, uma das principais vias de ligação entre a Área Central e a Zona Norte de Londrina, provocaram supostos danos ambientais denunciados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema). A denúncia motivou a formalização de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
De acordo com o engenheiro do DER, Marco Aurélio Sguaro, o impacto ambiental registrado na área é ''normal'', se for levado em consideração que é uma ''obra de grande porte.'' Ele faz referência a adequações necessárias numa alça de ligação entre a Strass e a Avenida Brasília. As principais deficiências constatadas foram a falta de cuidados com o manejo de entulho da obra e ausência de plantação de grama e de construção de caixas de contenção para reduzir o risco de escoamento de terra para o Ribeirão Bom Retiro.
E foi um vazamento de esgoto diretamente nesse rio, constatado pelo assessor de recursos hídricos da Sema, João Batista de Souza, que motivou a denúncia ao IAP. ''As readequações e o plantio de grama e de árvores devem ser feitos para evitar o risco de danos ao meio ambiente'', reivindicou.
As providências cobradas pelo assessor já estavam previstas no Plano de Controle Ambiental (PCA). O documento é necessário para liberação da obra por parte do IAP. O chefe regional do órgão, Carlos Alberto Hirata, explica que foi constatada uma ''necessidade de complementação'' dos cuidados ambientais.
''O João verificou a necessidade dessas providências nas verificações que faz rotineiramente. No termo de ajuste de conduta serão definidas ações positivas para resolver alguns problemas, mas não houve nada que caracterizasse crime'', amenizou Hirata. O documento está em fase de elaboração. ''Portanto, é muito importante esse acompanhamento da evolução da obra'', acrescentou o chefe regional do IAP.
O engenheiro Sguaro declarou que só vai comentar sobre as possíveis adequações quando tiver acesso ao conteúdo do TAC. ''O nível de impacto causado pela obra é relativo. Ainda não dá para ser mensurado. Mas as invasões que foram feitas no meio ambiente foram necessárias para a realização da obra'', defendeu.
As autoridades municipais informaram ainda que o vazamento de esgoto encontrado no Bom Retiro, que é afluente do Ribeirão Quati, já foi solucionado. Na tarde de ontem, no entanto, Souza constatou outro ponto minando esgoto e cobrou providências da administração pública.
As obras na rodovia tiveram início em novembro de 2005 e o prazo para conclusão é de um ano. O contrato prevê a duplicação de quatro quilômetros de rodovia, construção de 2,2 quilômetros de ciclovia e benfeitorias como um viaduto sobre a rede férrea no Conjunto Milton Gavetti, instalação de galerias de águas fluviais, calçadas e meio-fio. O custo total da obra é de R$ 11.294,51.


