Dando asas à imaginação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Pais e professores podem transformar a contação de histórias em um momento mágico e isso só depende de um pouco de criatividade e muito dedicação. A afirmação é da coordenadora do projeto Biblioteca Viva Itinerante, Daniella Fioruci, que promove oficinas de confecções de histórias ao longo do ano.
Ela explica que, ao contar uma história, o adulto não deve somente realizar a leitura do livro, mas criar ferramentas que cativem a criança. ''Os pais e professores precisam criar cenários e não ter medo de brincar com os personagens. Fatores como entonação da voz, modificando a maneira de falar, fazendo com que a criança diferencie quando o narrador fala e quando o personagens fala, e realizar pausas são todas maneiras de fazer com que a criança entre no clima da fábula'', detalha.
Para isso, Daniella recomenda que os pais e professores utilizem-se de instrumentos, como caixas decoradas, painéis coloridos ou mesmo aventais mágicos.
O exemplo vem da auxiliar pedagógico Carla Tescaro, que aproveitou as férias escolares dela e da filha Giovanna Tescaro, 10 anos, para participar da oficina de confecção de caixas, realizada na Loja Ciranda nesta semana. Carla explica que, além de poder se atualizar com novos técnicas que serão utilizadas em seu trabalho, a oficina proporciona momentos de interação e de trocas de experiências entre as duas.
''Eu e meu marido estimulamos o interesse de Giovanna pelos livros desde pequena. Ela se interessa pela leitura livros, gibis, revistas e jornais. Esses dias mesmo, ela estava perguntando como ela poderia fazer para ter publicada na FOLHA as historinhas que ela cria'', conta. ''Acredito que ao aprender técnicas para a contação de histórias ela tem oportunidade de conhecer outras histórias, soltar a imaginação e perder a inibição.'' Giovanna confirma: ''Estou gostando muito de participar da oficina e ainda mais participar ao lado da minha mãe, que é muito divertida.''
As primas Mayumi Moriya Silva, 9, e Carolline Akemi Dubuc Moriya, 8, também participaram da oficina. ''Estou acompanhando cada etapa da oficina. Agora posso inventar e contar histórias para o mundo todo'', empolga-se Carolline.
''A escolha da confecção de caixas para a contação de histórias é porque elas se assemelham aos 'palcos de teatro', em que os personagens podem contracenar. Prender a atenção das pessoas apenas com a fala, seria o ideal, mas é mais difícil. A caixa de história, a música e os personagens vem ajudar nesse sentido'', explicou Daniela. O curso trata também das bases para estudo da história e sobre o iniciar da contação.
De acordo com Daniella, o projeto existe desde 2009 e busca desenvolver na sociedade o gosto pela leitura, favorecendo a imaginação das crianças por meio da ludicidade e do conhecimento do folclore brasileiro. ''Queremos que elas reflitam sobre as fábulas que tratam de quando os animais falavam. Estas fábulas falam muito da condição humana. Crianças e adultos querem ouvir histórias'', disse. Mais informações sobre o projeto no www.bibliotecavivaitinerante.blogspot.com


