Apesar das opções que Londrina oferece - aterro sanitário, cooperativas de reciclagem e PEV (Pontos de Entrega Voluntária) - não são todos os resíduos que podem ser destinados para estes espaços. Alguns, pelas especificidades e até possibilidade de contaminar o meio ambiente, precisam de direcionamento correto, o que pode gera dúvida de qual é o lugar. Um leitor entrou em contato com a FOLHA para questionar sobre o descarte de gesso.

Imagem ilustrativa da imagem Dando a destinação correta para os resíduos
| Foto: Celso Pacheco - 13/09/2016

Em algumas situações, pela falta de conscientização, alguns materiais são despejados irregularmente, podendo se tornar criadouros do mosquito Aedes aegypti. É o caso dos pneus, rotineiramente encontrados em terrenos baldios ou que ficam acumulados em imóveis. Em Londrina, uma empresa privada localizada no parque Waldemar Hauer, na zona leste, recebe esse material. Cada pneu de carro tem custo de R$ 0,50 para recebimento; o de moto R$ 0,25; o de caminhonete R$ 0,75; e o de caminhão R$ 1. “É um valor irrisório e para ajudar a garantir a permanência do barracão. A pessoa precisa trazer até nós. Três vezes por semana enviamos os pneus para Curitiba, onde é picado e vai para uma indústria de cimento, sendo utilizado como combustível”, explicou o proprietário da empresa, Andre Eduardo Aranda de Matos.

LÂMPADAS

As lâmpadas fluorescentes precisam de descarte bem direcionado e cuidadoso, já que contém mercúrio, substância que oferece risco à saúde humana. Normalmente, as lojas especializadas na venda também fazem o recolhimento, principalmente de pequenas quantidades. Em algumas situações, a pessoa não precisa ter comprado a lâmpada no local para isso.

GESSO E ROUPA

Com potencial para contaminar o solo e os lençóis de água subterrânea, o gesso não é aceito nos PEV. A empresa privada que faz a coleta de lixo na cidade recebe o material, mas cobra para isso. “A empresa recebe do pequeno e grande gerador, por metros cúbicos e toneladas. Muitas vezes o caçambeiro traz ou o próprio gerador. É pesado, faz cadastro, cobra a taxa e recebe a certificação”, detalhou Raimundo Maia Campos Junior, gestor ambiental e que presta serviços para a Kurica Ambiental.

O gesso pode ser usado em pequena quantidade como adubo, funcionando melhor que o calcário. No entanto, ao desmontar paredes e divisórias, pode ficar misturado à fiação, madeira e fibra de vidro, o que prejudica a reutilização. “O gesso, quando chega limpo, é muito versátil”, destacou.

De acordo com o gestor ambiental, as roupas sem nenhuma utilidade podem ir para o lixo comum, no entanto, ele ressaltou a importância de ver se a peça não pode ser mesmo utilizada. “É errado colocar roupa velha na reciclagem. O ideal seria as pessoas tentarem doar antes, mas, se não tiver condição de uso, o destino é o lixo comum, assim como os tênis”, esclareceu.

ÓLEO

O óleo de cozinha vale “ouro” na Cáritas Arquidiocesana de Londrina, que realiza o projeto “Óleo Solidário”. “A iniciativa tem dupla vertente: descarte correto do resíduo e ajuda com a sustentabilidade das nossas ações, como a biblioteca popular do Santa Fé, na zona leste”, indicou Deusa Favero, gerente da Cáritas. A entidade encaminha o óleo para uma empresa especializada, que repassa parte do valor. São diversos pontos de recolhimento espalhados pela cidade e localidades da região, como supermercados e paróquias, além da própria sede da Cáritas, que fica no jardim Dom Bosco, zona sul.

ISOPOR

A coleta do isopor é feita pela Cooper Região, que conta com uma máquina de reciclagem. “Tem o isopor que pegamos das residências que passamos pela área de atuação, mas poucas pessoas trazem no barracão. Temos um espaço em que ficam duas pessoas neste serviço. Pretendemos fazer um trabalho de conscientização sobre a possibilidade de reciclagem, em especial na região central”, disse Zaqueo Vieira, presidente da cooperativa. “O isopor não pode estar sujo, pois, ‘quebra’ o valor de mercado”, acrescentou.

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| Foto: Celso Pacheco - 13/09/2016

ELETRÔNICOS

O lixo eletrônico pode ser levado para reciclagem na E-Letro. A ONG recebe, na sede ou em pontos fixos, aparelhos de DVD, de som, ar-condicionado, bateria de celulares, cabos, centrais telefônicas, impressora, máquina fotográfica, monitores, notebooks e televisores, entre outros equipamentos. A organização não aceita pilhas, lâmpadas e tonner.

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| Foto: Folha Arte
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