Os benefícios emocionais de um sonho realizado são inegáveis, mas no caso de quem volta ao balé, a parte física dos praticantes também sofre um impacto positivo.
Professor de balé clássico há 17 anos, Marciano Boletti dá aulas para a turma adulta da Escola Municipal de Dança de Londrina e revela que alguns cuidados precisam ser levados em conta. ''A gente avalia o que a pessoa pode ou não fazer e depois passa os exercícios, de maneira que isso seja favorável ao aluno'', diz.
O professor comenta que, entre os benefícios de cada exercício, são trabalhadas a coordenação motora, o alongamento, a força abdominal e a postura. Boletti, revela ainda que a aula dada a um grupo de adultos é diferente daquelas preparadas para crianças por levar em conta o tempo que os praticantes tem para se exercitar e também a idade. ''Precisa ser um conteúdo rápido, mas com uma série de cuidados para não causar uma lesão'', explica. ''Por serem coordenados e seguirem uma música, a coordenação motora fina acaba melhorando, e a organização do peso sobre os pés influencia muito na postura correta.''
Com um problema de coluna, a professora de Educação Física Joana Mendoça, 23 anos, diz ter encontrado no balé a solução para os seus problemas. ''Tenho hiperlordose e as dores são constantes, mas tenho percebido que a exigência de uma postura correta contribuiu para a diminuição das dores.''
Joana revela ser mais uma das pessoas que abandonaram o balé quando criança e voltou há cerca de dois anos. Nesse período chegou a fazer outras danças, como salão e jazz, mas garante que nenhuma trouxe os benefícios físicos que o balé foi capaz de proporcionar.(V.F.)

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