Imagem ilustrativa da imagem Dada a largada para a reforma do Bosque, ex-cartão postal da cidade
| Foto: Micaela Orikasa/Grupo Folha

O projeto de revitalização do Bosque Central de Londrina “Marechal Cândido Rondon” está perto de sair do papel. Nesta terça-feira (9) foi dada a ordem de serviço e dentro de uma semana a Construtora San Pio, de Pedrinhas Paulista (SP), deve dar início aos trabalhos.

“Vamos começar a obra com a remoção dos pisos, vindo da parte superior para baixo. Os principais acessos serão tapumados, deixando uma passagem apenas para os maquinários. À medida que a obra for avançando, vamos abrir novas frentes de serviço”, comentou o diretor de Obras da construtora, Sérgio Silva.

O espaço do “Zerinho” também está no cronograma inicial das equipes. “Como é um setor que realmente demanda uma qualidade melhor de atenção, vamos ter duas frentes neste início”, completa.

Ainda de acordo com Silva, a expectativa é de que os serviços não tenham impacto no trânsito externo. “Vamos trabalhar de forma secional para não influenciar o trânsito. Quando necessário, vamos sinalizar alguns setores para garantir a segurança das equipes, mas acho que procedimento mais complexo da obra toda será na questão do trânsito do pessoal. Hoje, as pessoas têm um trânsito livre aqui dentro”, comenta.

A San Pio foi a única empresa a apresentar uma proposta para a revitalização do espaço, no valor de R$ 2.519.888,36. A licitação na modalidade Tomada de Preços estabelecia um preço máximo de R$ 2.545.328,55.

Imagem ilustrativa da imagem Dada a largada para a reforma do Bosque, ex-cartão postal da cidade
| Foto: Micaela Orikasa/Grupo Folha

SEGURANÇA

O projeto de revitalização do Bosque Central foi desenvolvido pelo Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e prevê aumento da iluminação central e nos caminhos originais. Segundo o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Marcelo Canhada, estão sendo investidos cerca de R$ 500 mil em iluminação.

"Isso irá trazer mais segurança ao local. Essa é uma obra que o londrinense vai adotar. A questão dos moradores de rua é uma questão social que a gente tem que enfrentar. Estamos investindo recursos na área social porque com a pandemia veio também a miséria, a fome, o abandono, a violência contra mulheres, crianças e moradores de rua. A Guarda (Municipal) vai, evidentemente, ter um cuidado especial aqui também”, diz.

ÁRVORES

Questionado sobre o corte de árvores condenadas, o diretor de Obras da San Pio disse que haverá algumas supressões para implantar o circuito pet e de skate. “Será preciso aumentar algumas áreas e isso demandará algumas pequenas supressões, mas a Sema já tem todas as árvores catalogadas e isso foi previsto em reunião realizada na segunda-feira (8)”, conta.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente foi procurada para comentar sobre o levantamento dessas árvores e o planejamento de corte e poda, mas não houve retorno até o fechamento da edição.

Em janeiro, houve a queda de duas árvores condenadas e de grande porte no Bosque Central. A primeira ocorreu entre os dias 09 e 10 de janeiro. O exemplar de Pau-d'alho bloqueou um dos acessos ao local e parte da calçada na travessa Padre Bernardo Greis, em frente à Catedral Metropolitana de Londrina. A árvore foi arrancada pela raiz e caiu sobre outras árvores.

Imagem ilustrativa da imagem Dada a largada para a reforma do Bosque, ex-cartão postal da cidade
| Foto: Gustavo Carneiro/Grupo Folha

Duas semanas depois, no dia 23 de janeiro, a rua Pará teve que ser interditada entre as ruas Rio de Janeiro e São Paulo. Um exemplar de canela paulista, com cerca de 13 metros caiu sobre um ponto de ônibus que fica na frente do Colégio Mãe de Deus.

Em relação aos pombos, Canhada também aposta na abertura dos caminhos originais e a nova iluminação. “Se não resolver, vai diminuir muito a presença dos pombos”, diz.

PROJETO

Outras intervenções projetadas para o Bosque são: instalação de placas informativas; elevação dos cruzamentos da rua Piauí com avenida Rio de Janeiro e São Paulo, garantindo a preferência dos pedestres e unindo as praças Sete de Setembro e Primeiro de Maio; reforma da quadra poliesportiva; instalação de equipamentos para lazer e atividade física e uma mini praça.

Imagem ilustrativa da imagem Dada a largada para a reforma do Bosque, ex-cartão postal da cidade
| Foto: Divulgação/Ippul

“O projeto vai permitir também que tenhamos uma série de atividades que hoje, em função do abandono, da falta de segurança e da sujeira dos pombos, a população não consegue fazer. Vamos dar condições para que os londrinenses voltem a frequentar o Bosque com segurança. Estamos resgatando um patrimônio histórico e afetivo da cidade para que o Bosque volte a ser nosso cartão-postal”, destaca Canhada.

mockup