Da seringueira para a escola
Desde que foi criada, a Escola Oficina de Londrina representa uma grande virada na vida de muitos menores, principalmente daqueles que já moraram nas ruas e, antes de frequentarem a entidade, tinham poucas perspectivas de futuro. É o caso de Ana Patrícia Andrade (foto), 20 anos, ex-aluna e agora funcionária da entidade.
A moça entrou para a Escola Oficina há quatro anos, depois que deixou de viver nas ruas, junto com a turma da seringueira - a seringueira é um dos principais pontos de encontro dos menores de rua de Londrina e fica na avenida Leste-Oeste, perto da Supercreche (centro). Vim para cá com 16 anos porque estava querendo mudar de vida, conta.
Aos 17 anos, Ana Patrícia teve uma recaída e voltou para rua, retornando à Escola Oficina logo em seguida. Hoje, ela trabalha no setor de limpeza pela manhã e, à tarde, na Biblioteca da entidade. Mora em uma casa herdada pela avó no conjunto Parigot de Souza (zona norte) com o filho de nove meses e agora quer dar continuidade aos estudos, partindo de onde parou, a 5ª série do 1º grau. Minha vida melhorou muito, diz Patrícia. Mas eu pretendo que ela melhore ainda mais.





