O Dia das Bruxas no dia 31 de outubro não poderia ter sido mais significativo para o londrinense Fabiano de Oliveira e Souza, 18 anos. Nesse dia, no ano passado, ele entrou para o ranking de acidentados com motocicletas ao ter a Jog que conduzia atingida por um veículo em alta velocidade.
De acordo com o jovem, o condutor do carro atravessou o sinal vermelho no cruzamento das ruas Pernambuco e Pio XII (Área Central), e atingiu ele e a namorada, que estava na garupa. Bastante nítida, a lembrança dificilmente vai ser apagada. Principalmente porque, nos próximos meses, ele ainda deve permanecer na cadeira de rodas em busca da retomada dos movimentos dos pés, à custa de muita fisioterapia.
''Quebrei os dois fêmures e fiquei em coma por dois dias, mas confesso que não cheguei a pegar trauma de moto'', conta. ''Se não fosse ela, tinha que pegar até oito ônibus por dia, de casa ao trabalho. E a moto é bem mais econômica, além de rápida'', justificou.
As qualidades vistas no transporte, contudo, não impedem que o hoje desempregado e dependente dos pais para os afazeres mas simples, reconheça os riscos de quem segue sobre duas rodas. E riscos que, avalia, muitas vezes são ''perseguidos'' por motociclistas mais afoitos. ''Por mais que se seja prudente, não adianta. O acidentado com moto tem muito mais prejuízo'', disse, para completar: ''Talvez isso acontecesse menos se a gente não visse tanta moto por aí furando sinal ou ziguezagueando entre carros''. Segundo ele, isso é muito comum em Londrina. ''Alguns motoristas são inconsequentes, mas muito motociclista ainda tem muito o que aprender também'', avaliou.

mockup