Da guerra, Belinato não gosta de falar
Campo Mourão Em 1942, seo João Belinato já tinha 39 anos quando foi recrutado para participar da 2 Guerra Mundial. Acabou ficando dois anos e meio em treinamento e ação pela Força Expedicionária Brasileira. Combateu na Itália, conta que passou fome e, de dentro das trincheiras, viu muita gente morrer. ''Nem é bom contar. Arrepia a gente'', diz, mostrando o braço. ''Foi horrível''.
Na guerra, Belinato teve os tímpanos afetados e ficou surdo. ''Era uma guerra manual. O barulho do canhão era muito forte. Saía sangue pelos poros'', relata. Ainda na Itália, ele foi tratado e teve um aparelho contra surdez implantado por dentro da orelha. Belinato escuta bem até hoje. Os olhos também só exigem óculos para ''letras miúdas''.
Casado pela terceira vez e pai de 13 filhos á o mais velho tem quase 80 anos , seo João Belinato não pensa em parar de trabalhar. Quando não tem casa para transportar, faz bicos como pedreiro ou carpinteiro. ''Fui mestre-de-obras por 18 anos'', explica. Também se ocupa com outras tarefas, como consertar máquinas de costura ou fazer trabalhos de marcenaria.





