Da escola para o parque
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quinta-feira, 10 de abril de 2003
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
As crianças encheram de alegria os pavilhões da 43 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, ontem à tarde. Não menos feliz ficou o portador de necessidades especiais, o cadeirante Moniro Honich, 18 anos, aluno da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). ''Passear é muito bom'', disse, enquanto comia um crepe, ao lado da professora Solange Piveta. Já passaram pelos portões do Parque Ney Braga em sete dias de feira 381.944 visitantes, dos quais 364.944 eram pagantes.
Passeando com Honich estavam outros 35 alunos da Apae. ''Faz uma semana que eles estão na expectativa de vir à feira'', revelou a professora. Entretanto, a Apae não era a única escola que foi à exposição ontem. Centenas de crianças, de 1 a 4 séries do ensino fundamental, de escolas municipais e estaduais, lotaram o parque de diversões e as arenas onde estavam expostos os bois.
As atrações eram tantas que a tarde pareceu curta para muitos estudantes. O ex-morador de rua Jonathan Wesley de Moraes, 16, que participa do projeto da Organização Não-Governamental (Ong) Amigos da Criança do Brasil em Lerroville, parou alguns minutos em frente ao estande da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento para observar a maquete do município de Londrina. ''Ficou muito bonita'', disse.
Sua atenção estava voltada principalmente para a distância entre o centro de Londrina e Lerroville, onde mora há quatro anos. O distrito fica a 49 quilômetros do centro e tem atualmente 5.472 habitantes. Estas informações estão sinalizadas no esboço feito por seis acadêmicos da Universidade Norte do Paraná (Unopar). O trabalho foi coordenado pelo professor de Arquitetura, Ivanoé De Cunto. Depois de encerrada a feira, a intenção é levar o trabalho para as escolas.
Embora não apresente detalhes como prédios e monumentos, olhar a maquete no Pavilhão Internacional impressiona pela quantidade de verde da área rural que existe em Londrina. Segundo o professor, enquanto a área urbana ocupa um espaço de 20 a 25 quilômetros de diâmetro, em uma faixa de aproximadamente 100 quilômetros de extensão, ou seja, ''um quinto do total'', os oito distritos rurais São Luiz, Warta, Espírito Santo, Guaravera, Lerroville, Paiquerê, Irerê e Maravilha ficam com aproximadamente 70 quilômetros da extensão da cidade.
Além da noção de como Londrina está localizada no mapa, a miniatura de seis metros de largura mostra os serviços que a Secretaria de Agricultura presta aos produtores e agricultores da cidade. ''Na verdade, esta maquete representa o projeto de geoprocessamento que temos em Londrina'', disse o diretor de Desenvolvimento Rural, Ademar Santos Ferreira. ''Foi bom saber disto'', comentou a produtora de soja Cristiane Nakatani.
Para o professor da Unopar, coordenador do trabalho, é importante que as pessoas possam ver o mapa da cidade de forma tridimensional. ''Isto facilita em muito o trabalho'', afirmou De Cunto. Até as crianças, segundo ele, podem visualizar a topografia de Londrina, que fica a 600 metros acima do nível do mar. O ponto mais baixo da cidade fica a 400 metros acima do nível do mar, nas proximidades do Rio Tibagi, e o mais alto, a 800 metros, na altura de Tamarana.


