CVV procura voluntários
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Não ter preconceito, desprender-se de valores e, principalmente, saber ouvir. Esta é a função do voluntário que dedica horas de trabalho ao Centro de Valorização da Vida (CVV), que em Londrina tem um trabalho de quase 27 anos. Em todo o Brasil, são 47 anos dedicando horas para facilitar o desabafo de quem precisa falar do outro lado da linha.
O serviço funciona 24 horas por dia e, mesmo com dificuldades para conseguir voluntários, o atendimento tem bons resultados. ''Sabemos da necessidade que as pessoas têm de falar, desabafar e expôr seus problemas. Por isso, estamos sempre prontos para ouvir'', afirma Vera, uma das voluntárias, que não pode ter o sobrenome identificado.
Junto de outros 26 voluntários, ela trabalha no atendimento por telefone ou pessoalmente, no Centro que funciona na Rua Bahia, 150, na Área Central. São cerca de 600 a 700 chamadas por mês, e uma média de oito atendimentos mensais, pessoalmente. ''Já atendemos o dobro de pessoas, com um número de até 45 voluntários. Mesmo com dificuldades, continuamos a dar assistência a quem precisa''.
A maior dificuldade é conseguir pessoas com tempo disponível para o trabalho. Segundo a vice-coordenadora do CVV em Londrina, Rita de Cássia Moralles Louvison, a maioria trabalha, tem família e muitas tarefas durante o dia, sobrando pouco tempo para o voluntariado. De sete pessoas que iniciaram o último curso preparatório para o trabalho, apenas três continuam na seletiva.
''Eles passam por várias etapas no curso, desenvolvem técnicas para ouvir e aprendem a trabalhar o preconceito, a aceitação e o respeito. Do outro lado da linha, ouvimos de tudo, por isso, o trabalho exige treinamento e muita dedicação''.
Entre os telefonemas atendidos, apenas 10% são de pessoas que apenas ouvem. São as chamadas ligações silenciosas, quando a pessoa só escuta os conselhos do voluntário. Na maior parte das ligações (60%), os indivíduos pedem ajuda e nesse momento o voluntário consegue dialogar e interagir. As demais ligações são de pessoas buscando informações para conhecer o programa.
Casos de desespero extremo, como ameaças de suicídios, são raros, segundo a vice-coordenadora do Centro. ''Muitas pessoas ligam apenas para desabafar, falar sobre problemas do dia-a-dia, das angústias, dos sofrimentos.''
Serviço:
Curso Seleção e Capacitação de Voluntário (CSPV) será realizado em julho. Mais informações pelo fone (43)
3356-4111 ou 141


