No próximo dia 30, o Centro de Valorização da Vida (CVV) de Londrina completa 20 anos de funcionamento. Entre outubro de 1980 e setembro deste ano ele atendeu 133.189 chamadas de pessoas anônimas em busca de atenção e apoio emocional.
O CVV é uma entidade filantrópica sem fins lucrativos mantida por doações e trabalho voluntário. O seu principal objetivo é evitar o suicídio, mas na prática, os atendentes ouvem desabafos de todos os tipos. Segundo a historiadora Angela Maria Gustinelli, não há como definir o perfil dos usuários. ‘‘Não nos interessa saber o que fazem, qual a idade, estado civil, situação financeira, cor, religião ou sexo. O importante naquele momento é o estado de espírito dela. Nossa obrigação é apenas ouvi-la, tentar transmitir tranquilidade e incentivar a reflexão com palavras positivas’’, explicou a voluntária.
Angela entrou no CVV há quatro meses por se identificar com o trabalho. Assim como ela, os outros 37 atendentes cumprem uma carga de quatro horas semanais em esquema de rodízio. O serviço funciona todos os dias durante 24 horas, inclusive finais de semana e feriados. Para se tornar um voluntário as únicas exigências são idade mínima de 18 anos e disponibilidade. ‘‘A falta de tempo é a nossa maior dificuldade. Todos têm compromissos fora daqui, mas a satisfação de ajudar outras pessoas supera tudo’’, disse Ademir Victrio que, além de voluntário, é microempresário.
O posto de Londrina é um dos 45 espalhados pelo Brasil. Por mês, ele recebe 900 ligações, 60% delas são de apoio e 40% de informações ou desligadas. Os voluntários do CVV atendem pelo telefone (43) 330-4111 ou na Avenida das Laranjeiras, 1.233, Jardim Interlagos.

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