Curitiba - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) promete acionar o Ministério Público do Trabalho para que o órgão apure a tentativa de desestruturar o movimento de motoristas e cobradores de ônibus contrários ao acordo salarial firmado semana retrasada entre o sindicato da categoria e o sindicato patronal.
A CUT acusa o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) de contratar pessoas para tumultuar a assembléia da categoria anteontem. Na reunião, que foi cancelada, os trabalhadores discutiriam uma nova paralisação.
De acordo com o secretário-geral da CUT, Florisvaldo de Souza, as ameaças de greve na tentativa de reabrir as negociações com o sindicato patronal, por enquanto, ficarão suspensas.
Souza relatou que na assembléia as pessoas que teriam sido contratadas pelo Sindimoc usavam uma fita amarela no braço para se diferenciar das demais. ‘‘Era claro e óbvio que as pessoas não eram da categoria. Acho que o Denilson (Pires da Silva, presidente do Sindimoc) não tem tantos amigos assim’’, ironizou.
Denilson Pires da Silva disse que as acusações contra o sindicato são infundadas. Segundo ele, cerca de 500 das 600 pessoas que se concentraram na Praça Rui Barbosa na segunda-feira tinham o crachá funcional. Ele garante que a maioria dos trabalhadores que está satisfeita com o reajuste de 11%.
A assessoria da Prefeitura de Curitiba informou que, ontem, os ônibus circularam normalmente e nenhum motorista ou cobrador faltou ao trabalho. Hoje, um grupo de estudantes promete realizar um protesto contra o aumento da passagem.

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