O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, Roberto Von Der Osten, entende que os chapas só terão algunm reconhecimento legal quando se organizarem através de uma associação sindical. ‘‘A profissão deles é revestida de uma fragilidade muito grande e a saída seria a criação de uma organização que daria a eles cidadania e todas as garantias sociais previstas em lei’’, afirma o sindicalista.
Von Der Osten acredita que por não exercerem uma pressão sobre a sociedade, como as empregadas domésticas fizeram para ter carteira de trabalho assinada, os chapas devem permanecer no mercado informal. ‘‘O chapa é uma profissão revestida de muito preconceito e que não exerce uma pressão sobre a sociedade para ter o seu reconhecimento’’, analisa. O representante da CUT diz que a própria sociedade nem consegue identificar o que seria exercer a profissão de chapa.
‘‘O chapa é uma atividade clássica do período de exclusão. É um ‘‘bico’’ muito eventual, pois são pessoas que se desvincularam do mercado formal de trabalho’’, complementa. Segundo Von Der Osten, o chapa é uma das centenas de ocupações informais que vem crescendo em grande escala em todo o Mundo. ‘‘O mercado formal de trabalho está se encolhendo’’, diz. Ele aposta que uma das soluções para barrar este avanço são as criações de cooperativas trabalhistas. (D.V.)

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