A CUT vai cadastrar os desempregados de Curitiba, com o propósito de organizar um movimento parecido com o dos trabalhadores rurais sem terra. Dia 20 de maio, uma comissão vai participar de uma jornada pelo emprego em Brasília, com representantes de outros sete Estados que estão implantando o cadastro. A CUT também está fazendo um abaixo-assinado pedindo isenção de impostos e tarifas públicas para os desempregados.
O cadastro vai começar a ser feito pelo Sindicato dos Bancários e depois em 123 sindicatos filiados à CUT no Paraná. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Pedro Eugênio Leite, o cadastro vai levantar o perfil dos desempregados e, num segundo momento, sondar a disposição sindical deles. ‘‘Além disso, o cadastro vai levantar estatísticas mais confiáveis sobre o desemprego’’, diz Leite.
O presidente da CUT do Paraná, Roberto van Der Osten, explica que no futuro o cadastramento deve ter o apoio de movimentos populares como o MST e pastorais da Igreja Católica. ‘‘A proposta é tirar o desempregado de uma situação de exclusão e competição para uma visão menos egoísta e mais ampla do processo’’, diz. Segundo a última Pesquisa do Emprego e Desemprego do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), divulgada no final do ano passado, o desemprego atinge 14% da população economicamente ativa da região de Curitiba, o que representa cerca de 155 mil pessoas.
O cadastro vai ser anunciado nos classificados de empregos. Os interessados vão preencher uma ficha e participar de reuniões. O cadastrado se comprometerá a informar o sistema quando conseguir emprego. Além do Paraná, estão implantando o sistema Mato Grosso, Rondônia, Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e Tocantins.

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