O homem poderá sofrer um impacto social imensurável em três etapas da construção da usina, segundo informou a professora Maria Clementina Espiler Colito, do departamento de serviço social da Universidade Estadual de Londrina (UEL). ''No período de pré-construção as pessoas vivem a incerteza do futuro, principalmente em relação às propriedades que serão alagadas'', pontuou.
Durante a construção, a população local sofre com a migração de pessoas que buscam empregos e sufocam os serviços públicos. ''Além de onerar os custos do município, esse período pode provocar o aumento da marginalidade, fomentar a prostituição e promover o surgimento de favela'', reforçou Maria Clementina.
Ao final da obra, segundo a professora, o problema surge com a alteração no clima e com a possibilidade do aparecimento de insetos transmissores de doenças, como vem sendo constatado em divesas regiões do País onde foram instaladas hidrelétricas. (E.Z.)

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