O alto preço cobrado pela coleta, transporte do lixo e pela operação do aterro sanitário de Foz do Iguaçu está motivando a Câmara a tentar reduzir o custo do serviço na cidade. Projeto apresentado pelo vereador Chico Brasileiro (PCdoB) propõe a municipalização do lixo, atualmente terceirizado para a empreiteira Queiroz Galvão, do Rio de Janeiro.
O contrato emergencial de seis meses assinado pelo prefeito Sâmis da Silva (PMDB) com a Queiroz Galvão prevê pagamentos mensais de R$ 800,8 mil. Esse valor inclui a poda de árvores, corte de grama, pintura de meios-fios e varrição das vias públicas. Mas o vereador Vilmar Andreola, líder do PSDB na Câmara, contesta o pagamento alegando que a pintura de meios-fios, por exemplo, é feita somente três vezes por ano. Ele chegou a apresentar projeto propondo a fragmentação da licitação do lixo em vários contratos. Há duas semanas, ao entrar na pauta de votações da Câmara, a proposta foi rejeitada e arquivada. ‘‘Essa decisão foi um desserviço para a cidade’’, afirmou.
O projeto de Chico Brasileiro autoriza o prefeito a criar a Empresa Municipal de Limpeza Pública, pois a Câmara é impossibilitada legalmente de criar uma autarquia. O vereador advertiu, porém, que uma autarquia poderia representar economia de 50% aos cofres do município. ‘‘É possível prestar este serviço com cerca de R$ 400 mil mensais, usando uma estrutura totalmente municipalizada’’, declarou Brasileiro. Com o novo sistema, argumentou o vereador, não haveria mais a possibilidade de fraude na pesagem do lixo, além de acabar com a subempreita e as ‘‘constantes denúncias de superfaturamento’’ no preço pago às empresas que executam o serviço.
O prefeito Sâmis da Silva (PMDB) também enviou projeto à Câmara pedindo autorização para passar à iniciativa privada, através de licitação, as quatro unidades de coleta seletiva existentes na cidade. A estrutura física dos barracões foi construída na gestão do ex-prefeito Harry Daijó (PPB), mas nunca foram usadas e estão abandonadas.
A intenção da prefeitura é licitar os serviços de coleta, transporte de lixo e operação do aterro, mas o secretário de Meio Ambiente de Foz do Iguaçu, Sérgio Caimi, disse que ainda não tem uma posição formada sobre qual o melhor sistema para a cidade. Para ele, a discussão deve envolver toda a sociedade e a classe política.
A Câmara realiza hoje, às 18 horas, uma audiência pública para debater a questão do lixo em Foz. O secretário foi convocado a participar para explicar o valor do contrato emergencial firmado com a empreiteira Queiroz Galvão.

mockup