Embora não respondendo mais pela direção do IML de Londrina, o médico-legista Rogério Eisele acompanhou o diretor-geral do órgão, Wagner Nascimento, durante a vistoria no prédio do Centro de Saúde na tarde de ontem. Conforme o médico-legista, praticamente ficou descartada a possibilidade de as dependências do Centro de Saúde abrigarem a estrutura do IML. ‘‘O prédio é antigo e está localizado na área central’’, adiantou Eisele. O imóvel, que é de propriedade do Governo do Estado, foi construído na década de 40, mesma época em que foi inaugurado o atual prédio do IML de Londrina, considerado obsoleto.
Segundo o ex-diretor do IML, o custo para a reforma e adaptação do imóvel seria alto. Outro entrave é a localização do atual Centro de Saúde, uma região bastante movimentada. Também foi descartado, revelou Eisele, a locação de outros imóveis. ‘‘A única saída é construir mesmo um novo prédio’’, ressaltou Eisele. Uma nova edificação, calcula o médico-legista, consumiria investimentos na ordem de R$ 500 mil. Seria uma estrutura física com aproximadamente 800 metros quadrados de área construída em três blocos.
Área para isso o Estado já dispõe, na Avenida 10 de Dezembro, em frente ao 4º Distrito Policial, na zona sul. Ontem ainda, o diretor-geral Wagner Nascimento vistoriou o terreno, com 2,6 mil metros quadrados. ‘‘Antes do final do ano a obra não sai’’, acredita Eisele.
A única garantia que obteve do diretor-geral do IML, segundo o legista, é quanto a prioridade na reforma da rede elétrica do atual prédio do instituto e a instalação do equipamento de raio-x – avaliado em R$ 100 mil e que está há oito meses armazenado em um galpão em Curitiba.
‘‘Talvez com a vinda do Wagner (Nascimento) a Londrina os processos sejam agilizados’’, disse Eisele. Até o final da tarde de ontem a reportagem da Folha tentou contato telefônico com o diretor-geral do IML, Wagner Nascimento, em seu gabinete, mas ele ainda não havia retornado. (Marcos Espíndola)

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