A alta velocidade dos veículos aliada à imprudência de motoristas e motoqueiros estão deixando apavorados os moradores da avenida Duque de Caxias, nas imediações da Vila Portuguesa, área central da cidade, com a sucessão de acidentes que acontecem no local. Postes, muros, árvores têm sido constantemente derrubados, sem contar os sustos diários e as correrias constantes dos pedestres para não serem atropelados.
No último domingo, um carro perdeu o controle e, pela segunda vez, o poste localizado em frente ao nº 4729 pagou mais um vez o ‘‘pato’’. Com o choque, quebrou embaixo, bem rente ao chão, e só não veio abaixo porque ficou seguro pelos fios e cabos de alta tensão. Mas, o estado em que ficou, meio inclinado, está preocupando os moradores da casa, embora a Copel já tenha passado por lá para verificar a gravidade do caso e deixado tudo por isso mesmo.
‘‘Estamos preocupados porque está chovendo demais, muita ventania, estamos com medo do poste cair’’, diz Cristina Duarte Ruiz, observando que, nas duas oportunidades, se não fosse o poste, a casa provavelmente teria ido pro beleléu. ‘‘O problema é que aqui é a saída de uma curva, os carros vêm em alta velocidade e, se acontece algum imprevisto, o motorista perde o controle’’, explica Cristina, acrescentando que os pedestres também passam maus bocados por ali: ‘‘Com a curva, as pessoas não têm visão dos veículos e, quando menos esperam, o carro está em cima’’.
Segundo o técnico da Divisão de Operações da Copel, Geraldo Celestino de Souza, o poste não vai cair. ‘‘Uma equipe já esteve no local e, se o caso apresentasse algum risco, o poste seria trocado de imediato’’. Ele informa que o poste será trocado nos próximos dias.
Tomando uma cerveja no botequim localizado bem na curva da avenida, o motorista Augusto Lemos e o massagista Jair ‘‘Bala’’ Armando de Abreu Filho, dizem que o perigo ali é constante. ‘‘Este é o lugar que eu tenho mais medo nesta região, principalmente por causa dos meus meninos que vivem atravessando a rua pra comprar pão. Quem tem criança aqui, não tem sossego. Nessa curvinha, chega a cantar o pneu, os caras vêm lá de cima a mais de 120 por hora’’, informa Augusto, apontando para o local onde existia uma árvore que ‘‘foi arrancada por um fusca’’.
Jair ‘‘Bala’’, por sua vez, diz que ‘‘do Canecão pra cá é a estrada da morte, pior que a BR-116. Uma pessoa de idade, se bobear ao atravessar a rua, é atropelada’’, alerta Jair ‘‘Bala’’, lembrando que ‘‘o único remédio’’ para o local é colocar um sinaleiro ou um quebra-molas.

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