Curto-circuito pode ter causado incêndio
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os 3,2 alunos da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), estudantes de cursos da área de Saúde que funcionavam no campus Champagnat, atingido por um incêndio no dia 5, retornaram às aulas, ontem, relocados provisoriamente para o campus Barigui. Com a transferência, o campus teve que absorver 6,5 mil alunos, o dobro do que possui normalmente. Apesar disso, a direção da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde garantiu que as mudanças ocorreram sem problemas e que o incêndio não acarretará em nenhum prejuízo ao calendário escolar.
''Não houve nenhum problema porque no início do ano são dadas apenas aulas teóricas, que podem ser feitas em outros locais. Agora temos mais uns 30 a 40 dias, quando devem começar as aulas práticas, para também acomodar os laboratórios em outros campus'', disse João Henrique Faryniuk, diretor da faculdade.
O fogo atingiu os blocos 2 e 3 do campus, onde funcionavam 14 cursos. Segundo ele, foram destruídas 12 salas de aula de um total de 49, parte da área administrativa e quatro laboratórios, dos cursos de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição e Terapia Ocupacional, onde eram ministradas aulas práticas.
Laudo da Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis da Prefeitura de Curitiba (Cosedi), emitido após vistoria, determinou a interdição de toda a área. De acordo com o engenheiro Jorge Costa, da Cosedi, o laudo prevê ainda que o bloco 1, que não foi atingido pelo fogo, só seja liberado para uso mediante laudos técnicos sobre a instalação elétrica e sobre as condições atuais de estrutura.
A polícia da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), responsável pelas investigações, aguarda o laudo do Instituto de Criminalística, que deve sair até o final do mês, para concluir seus trabalhos. Segundo o superintenente da Deam, Rogério Luiz Matuella, os indícios atuais levam a crer que o fogo tenha começado com um curto-circuito. ''É o mais provável'', informou ele, lembrando que um vídeo feito por uma testemunha pode ajudar no trabalho.
A assessoria da UTP também confirmou, ontem, que nenhum dos quatro campus - Bacacheri, Barigui, Jardim Schaffer e Mossunguê - tem o certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros. Isso porque os Programas de Prevenção de Incêndio de cada campus está em fase de regularização. O único que tinha um projeto já aprovado pelos bombeiros era o campus Champagnat, cuja vistoria estava marcada para acontecer no último dia 7.
Segundo o tenente Ivan Ricardo Fernandes, chefe do setor de vistorias do Corpo de Bombeiros, a universidade já apresentou os projetos de prevenção para os outros câmpus, mas o Corpo de Bombeiros determinou alguns ajustes nesses planos iniciais, como reposicionamento de extintores, redimensionamento da largura de escadas, entre outras mudanças. Após as adequações, o plano é aprovado e, depois das medidas implemantadas, o Corpo de Bombeiros faz vistoria no local, para só então emitir o Certificado de Vistoria.


