O Instituto de Criminalística de Londrina revelou na tarde de hoje (14), que um curto-circuito foi a causa inicial do incêndio que destruiu o Cine Teatro Ouro Verde no dia 12 de fevereiro.

O laudo da Criminalística aponta que o incêndio começou no centro do teatro. Após o curto-circuito, fagulhas teriam caído sobre as poltronas, que estavam cobertas por uma lona plástica, em decorrência das reformas no local. A lona colaborou para que o fogo se alastrasse com velocidade pela estrutura do Ouro Verde.

Segundo o perito da Polícia Científica, Luís Noboru Marukawa, o foco do incêndio foi determinado na primeira semana, quando foi feita a análise dos locais que foram mais atingidos pelas chamas e constatado que o local era próximo de onde as primeiras estruturas da cobertura caíram, na parte central do teatro. Para saber as causas Marukawa relata que era necessário retirar os telhados que estavam impedindo o acesso e foi só quando o material foi retirado foi possível vislumbrar o que poderia ter acontecido. ''Quando o material foi retirado foi constatada a existência de fios elétricos com características de terem sofrido um curto-circuito, que não estavam em nenhum outro lugar do teatro'', revela.

A reitora Nádina Aparecida Moreno realizou uma entrevista coletiva afirmando a desconfiança de que a causa do incêndio seria um curto-circuito e afirmou que já entrou em contato com três empresas para realizar um levantamento prévio de quanto custaria a limpeza do prédio e chegou ao valor de R$ 200 mil a R$ 300 mil, embora destaque que um processo de licitação leve cerca de 90 a 120 dias para ser realizado. ''Eu espero que alguma empresa de construção civil da cidade que tenha se comovido com a causa realize o projeto graciosamente'', solicita

Sobre a reforma realizada no prédio entre os anos 2002 e 2003 e que custou R$ 3 milhões, ela relata que não possui o contrato em mãos e não sabe o que foi especificado na reforma e se ela contemplava a substituição de toda a fiação elétrica. Ela destaca que assim que tomar conhecimento do teor do contrato, poderá pedir para que o corpo técnico da Universidade Estadual de Londrina analise o material e se for necessário tomará medidas cabíveis, mas em princípio não instaurará sindicância alguma.

Com informações do Portal Bonde e do repórter Vítor Ogawa.


Atualizado às 19h17.

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