Curtindo a vida adoidado, eles dançam, namoram e se divertem
Curtindo a vida adoidado, eles
dançam, namoram e se divertem
Os velhinhos estão cada vez mais descobrindo que a terceira idade é, na verdade, a melhor idade. Vivendo mais, eles têm mais energia para curtir o momento se dedicando às atividades físicas e de lazer. Cursos de teatro, ginástica geriátrica, fisioterapia preventiva, coral, alongamento ou yoga. Vale tudo. Além de entrar em forma, os velhinhos mais agitados procuram sempre participar de grupos de socialização e de bailes voltados para a terceira idade.
Os aposentados Angelo Turola, de 80 anos e Carmem Paula Weber, 75, namoram há dois anos e se conheceram num baile do Sesc Terceira Idade. Até hoje eles frequentam os bailes e gostam de dançar boleros e marchinhas. Sou viúvo há seis anos e me sentia muito sozinho, agora eu estou feliz, conta Turola. Vir aqui ficou muito melhor depois que começamos a namorar, não tenho mais que procurar um par para dançar nos bailes, diz ela.
Quem não encontra par para dançar nos bailes, não perde a festa. As aposentadas Zulmira Chaves, de 66 anos e Lorete Bandeira, de 57, improvisam e dançam juntas no baile. Está faltando homem aqui, acho que os homens não ligam muito para isto. Por essa razão, resolvi improvisar, o importante é estar dançando, confidencia Lorete.
A aposentada Odete Pires, de 64 anos, faz hidroterapia e fisioterapia preventiva. Ela diz que se sente jovem e que nunca fica sem fazer nada. Acho que as atividades físicas fazem bem para o corpo e para a mente, argumenta. Já Ozélia Rubik, de 62 anos, faz aulas de dança de salão e participa de grupos de amizade. Gosto muito de trocar idéias com pessoas da mesma idade, afirma. Junto com o grupo, ela programa idas ao cinema e excursões. Antes de começar a frequentar estas atividades eu tinha muitos problemas de saúde, ficava doente periodicamente, conta.
Júlia de Jesus, de 73 anos, faz dança de salão e participa dos bailes para a terceira idade que são realizados em Curitiba. Sempre estou em atividade, adoro dançar, danço a semana inteira, conta ela. A aposentada diz que ficou viúva em São Paulo e veio para Curitiba, onde não conhecia ninguém. Eu era tímida e triste, agora sou alegre, eu me tornei outra pessoa, afirma.
Silvanira Weningkamp, de 69 anos, participa há 15 anos de grupos de bocha em Curitiba. Ela mora sozinha e divide suas tardes ao lado do namorado Balduíno Ketemberg, de 75 anos. Fico feliz em viver desta forma, diz ela. Para Ketemberg, a prática da bocha é um passatempo. Acho muito saudável e gostoso, salienta. (L.P.)





