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| Foto: Fotos: Saulo Ohara
Luana Aparecida da Silva Santos: "A música faz parte de minha vida"
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"Não sei se vai dar certo, mas eu quero tocar profissionalmente", diz Ana Júlia Rocha Moraes
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O espanhol Fermin Sallabera Molina mora em Maringá e participa do evento pelo segundo ano consecutivo



A música, com seus tons, semitons e o silêncio combinados, é uma linguagem de comunicação universal. Possui a capacidade estética de traduzir os sentimentos, atitudes e valores culturais de um povo ou nação. Pode ser uma linguagem local, por refletir a cultura regional, e, ao mesmo tempo, ser global, porque é compreensível em qualquer parte do planeta. O Festival Internacional de Música de Londrina (FIML) - "Paixão pela Música", que segue até o dia 21 de julho, traz um pouco desse caldeirão de culturas para nossa cidade. Ele possibilita a participação de pessoas com diferentes perfis e origens, como o espanhol Fermin Sallabera Molina, de 46 anos. Ele é aluno do curso de retórica musical no Barroco.
"Sou espanhol, de Madri, e atualmente moro em Maringá (Noroeste). Este é o segundo ano consecutivo que participo do festival de Londrina", expõe Molina. Ele toca flauta doce e acha a música do século 17 ou 18 a mais interessante dentre todos os gêneros. "O barroco é muito acessível e simples para ouvir. Quando era criança ouvia esse tipo de música e tenho um interesse emotivo no estilo desse período", afirma.
O festival também abraça pessoas com gostos ecléticos, como Luana Aparecida da Silva Santos, de 13 anos, aluna do Colégio Estadual Professora Ubedulha Correia de Oliveira, de Londrina. Ela gosta de gêneros como o sertanejo, o rap, o gospel e o pop internacional. Luana integra um projeto social no Centro Esperança Por Amor Social (Cepas), no Conjunto Aquilles Sthengel (zona norte) e foi a escolhida pela professora Rose Andréa a participar do festival. Ela toca violão há apenas três meses e, por enquanto, executa apenas uma música: O Sol, do Jota Quest.
"Música é arte, é vida. Ela faz parte de minha vida; sempre estou ouvindo, sempre estou tentando dar o meu máximo para a música", afirma Luana, apaixonadamente. Com as aulas que assistiu no festival ela acredita que já evoluiu.
Já Felipe Ribeiro Costa, de 16 anos, que pretende ser um grande violoncelista. Além de gostar de diferentes gêneros, ele toca vários instrumentos, como a flauta transversal e o trompete. "Curto tudo quanto tipo de música; não sou fechado, sou aberto para tudo", afirma. Morador da Vila Santa Terezinha, ele estuda violoncelo em uma associação. O jovem soube dessas aulas por intermédio de seu primo, que é formado em Música e ministra aulas na associação. "Quero ser um grande músico; pretendo fazer um concurso para tocar em alguma orquestra. Sei que é difícil, é preciso estudar muito", aponta.
Felipe explica que o festival de música representa uma grande porta se abrindo. "A gente tem contato com vários professores, e temos experiências novas. Conheci um pessoal do Rio de Janeiro que a pegada é bem diferente do que a gente vê aqui em Londrina", compara.
Já a aluna dos cursos de flauta e coro, Ana Júlia Rocha Moraes, de 9 anos, diz que prefere tocar músicas mais agitadas. "Porque eu gosto de dançar", justifica. Admiradora da cantora gospel Marcela Taís, ela relata que esta é a terceira participação no FIML. "Na primeira vez, minha amiga falou que iria participar do festival e eu quis vir junto." Ela quer tocar profissionalmente. "Não sei se vai dar certo, mas eu quero", diz.

BRINCADEIRA
Um dos alunos mais jovens do festival é Kléver Antônio Zeferino Águas, de 5 anos. Ele diz que os professores são divertidos e que gosta de tocar músicas rápidas, como o Allegro, porque é mais difícil. "Meus amigos gostam. Eu toco para eles", destaca. Morador de Engenheiro Coelho (SP), próximo de Campinas, ele veio a Londrina para participar das aulas do Método Suzuki. Sua mãe, Keyla Águas, 42 anos, é professora de Educação Física, e também participava de cursos de música em Londrina na infância. "A música é um meio de aprender algo mais, um outro lado da vida", destaca. Segundo ela, os professores ensinam de forma lúdica e, quando os alunos menos percebem, já estão tocando. "Ele faz a aula brincando, por isso ama voltar aqui", aponta Keyla.
O espanhol Molina deu um recado àqueles que estão começando na música agora. "Só posso dizer parabéns. Em qualquer cidade existe uma grande estrutura pedagógica e você está tendo essa oportunidade", afirma. Para quem já tem uma idade mais avançada e acha que já é tarde para essa iniciação, ele diz para perseverar. "Todas as pessoas, independentemente da idade, podem se tornar músicos. Vá atrás porque a música é um prazer, tanto no nível profissional quanto no nível amador." (Leia mais sobre o FIML na Folha2)

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