Tecelagem, confecção de acolchoados e cultivo e armazenamento de plantas medicinais são alguns dos cursos que a Secretaria Especial da Mulher de Londrina oferece a pessoas de baixa renda. A aprendizagem acontece no Centro de Oficinas da Mulher, no Jardim Leste (zona leste), que será inaugurado oficialmente em março.
A idéia de oferecer cursos tem o objetivo de capacitar as mulheres, dando uma atividade que gere renda. ‘‘Muitas mulheres que procuram a Secretaria ou são atendidas no Centro de Atendimento à Mulher não têm uma formação profissional’’, observa a terapeuta ocupacional da secretaria, Sônia Maria Ulian.
Além do retorno financeiro que pode ser conseguido através dos cursos, a terapeuta observa que estas atividades ajudam a mulher até a mudar a forma de viver. ‘‘Muitas vezes, a mulher fica só em casa. Fazendo estes cursos, ela entra para um grupo e passa a atuar na comunidade’’, relata.
A terapeuta explica que além de atender mulheres que procuram a secretaria, os cursos, todos gratuitos, são oferecidos também para integrantes de associações de mulheres e de moradores de bairro. ‘‘Elas podem trabalhar como multiplicadores em suas comunidades’’, justifica.
Os cursos começaram a ser realizados no ano passado e a procura têm sido grande - há, inclusive, fila de espera. Sônia Maria diz que os resultados já começam a aparecer. Segundo ela, representantes de alguns bairros já fizeram cursos de tecelagem e se prontificaram a ensinar o que aprenderam nos locais onde moram.
Além dos cursos que já estão em andamento, a proposta da secretaria é de oferecer outros. As interessadas podem obter mais informações ligando para o Centro de Oficinas, no fone (043) 339-1233.
A presidente da Associação de Mulheres do Patrimônio Selva, Maria José Teixeira Lopes, afirma que cursos são sempre bem-vindos. A entidade oferece cursos de tricô, bordado e crochê, mas esbarra em dificuldades financeiras. ‘‘A nossa matéria-prima acabou e estamos tentando fazer algumas promoções para arrecadar dinheiro’’, explica.
Segundo Maria José, todas as peças confeccionadas irão ser vendidas em uma exposição a ser realizada em março, durante comemoração do Dia Internacional da Mulher. ‘‘Precisamos de, no mínimo, 100 peças prontas’’, ressalta. Os recursos arrecadados servirão para a manutenção da entidade e para oferecer outros cursos. Fundada em 1993, a associação de mulheres se transformou em ponto de referência no patrimônio.Mario CesarMulheres do Patrimônio Selva esbarram em dificuldades financeirasLucilia Okamura

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