Dos 37 cursos oferecidos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), 19 receberam estrelas no Guia Abril de Estudantes de 98/99. A avaliação coloca a UEL em situação privilegiada com relação às demais instituições do Estado, ficando atrás apenas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que teve 22 cursos estrelados. O anúncio foi feito pelo reitor Jackson Proença Testa. ‘‘Foi uma grata surpresa que premia os investimentos e preocupação da universidade com a qualidade do ensino’’.
Os cursos de Medicina Veterinária, Ciências Biológicas, Fisioterapia, Odontologia e Relações Públicas receberam quatro estrelas. Agronomia, Medicina, Educação Física, Enfermagem, Jornalismo, Arquitetura e Urbanismo, Psicologia e Farmácia e Bioquímica ficaram com três estrelas. Em 97, o Guia do Estudante deu à UEL apenas 9 citações - cursos considerados excelentes e bons. Testa disse que a UEL continuará investindo na qualidade dos cursos que não foram citados pela revista.
Entre eles estão os cursos de geografia e o de história. Segundo uma avaliação do próprio Ministério da Educação e Cultura (MEC), o curso de geografia carece de estrutura física adequada (salas de aula, laboratório, etc) e o de história não tem bibliografia condizente com o curso. ‘‘Os livros já foram licitados e deverão estar disponíveis até o final do ano. Estamos também estudando a melhor forma de atender às necessidades do curso de Geografia’’, afirmou.
Jackson Testa explicou que há dois anos a UEL fez uma avaliação de todos os cursos que oferece a fim de elaborar um programa de investimento. Informou que foram chamados 52 professores renomados de todo o País para fazerem uma avaliação dos cursos de sua área e apontar suas carências. Profissionais formados pela UEL e empresários também teriam sido ouvidos.
‘‘É um projeto de médio a longo prazo que pretende melhorar cada vez mais o nível de ensino oferecido pela UEL’’, diz. Um dos primeiros reflexos deste trabalho é a mudança nos critérios de contratação de docentes que passa a valer a partir de 99. A UEL vai priorizar a contratação de professores com doutorado. Se não houver doutores inscritos, os candidatos com mestrado vão merecer a prioridade.
Segundo Testa, o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) implantado pelo Estado, permitiu que a UEL se tornasse competitiva, oferecendo salários atrativos aos docentes. ‘‘Agora o docente só alcança os últimos níveis do plano se investir em especialização’’. O reitor enfatizou ainda a importância dos estudantes no processo de melhoria da qualidade de ensino. Ele afirma que a competição dos vestibulares da UEL ajudam a formar um quadro estudantil de ‘‘alta qualidade’’.

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