Mesmo tendo registrado até a manhã de ontem apenas 13.109 inscritos para o concurso vestibular deste ano, a reitoria da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), em Curitiba, mantém as expectativas de superar os 18.950 candidatos do concurso do ano passado. Ontem, último dia de inscrições para o vestibular, o campus do Prado Velho teve grande movimento e uma extensa fila se formou em frente ao prédio da Administração.
O decano do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia, Flávio Bortolozzi, disse que, embora a procura pareça tímida à primeira vista, é a mesma média dos últimos anos. ‘‘Os estudantes costumam deixar as inscrições para os últimos dias. No ano passado, por exemplo, tivemos 6 mil inscritos no último dia’’, disse. Se esse índice se repetir este ano, o número de candidatos deve ficar entre 19 mil e 20 mil.
A candidata Andréa Sguissardi, 19 anos, disse que acabou deixando para o último dia porque trabalha e a irmã não havia feito sua inscrição para o curso de turismo. ‘‘Gastei uma hora para me inscrever, mas consegui resolver o problema’’.
Outro fato surpreendente é a queda na concorrência por cada vaga, especialmente em cursos considerados tradicionais. O curso de Medicina, sempre o mais procurado, perdeu um pouco o cartaz: de 29,21 candidatos por vaga para 24,41. Direito Noturno, que no ano passado tinha 12,37 candidatos disputando cada vaga, este ano atraiu 7,88. A queda também aconteceu na Odontologia, que no ano passado tinha 8,01 candidatos disputando cada vaga, este ano tem só 4,85.
Nem mesmo o atrativo de novas carreiras parece animar os concorrentes. ‘‘Os alunos ainda preferem as profissões mais tradicionais, às vezes até por pressão dos pais’’, avalia Bortolozzi. É por isso que alguns cursos tiveram índices insignificantes: apenas 17 candidatos para Licenciatura em Computação (0,24 candidato/vaga), 22 candidatos para Engenharia de Produção Civil (0,31 candidato/vaga) e 30 candidatos para Engenharia Elétrica Biomédica, numa relação de 0,43 candidato para cada vaga. Todos os cursos foram criados este ano. ‘‘As carreiras exigem pelo menos cinco anos para despertar interesse’’, disse Bortolozzi.

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