Os 63 adolescentes que frequentam cursos de office-boy e telefonista, oferecidos pela Guarda-Mirim em Campo Mourão, estão sendo ''despejados'' do Tiro-de-Guerra (TG) da cidade. O comandante do TG, subtenente Eribaldo Evangelista da Silva, que tomou a decisão, disse que a presença dos adolescentes no quartel era provisória e vinha prejudicando os trabalhos.
O presidente da Guarda-Mirim, o vereador Sidnei Jardim (PPS), criticou a medida e prometeu ficar de plantão hoje em frente ao TG junto com os adolescentes. ''Se formos impedidos de entrar, são mais 63 meninos que ficarão pelas ruas da cidade'', ressaltou Jardim, que já foi guarda-mirim.
Ele pediu a interferência do prefeito Tauillo Tezelli (PPS) e ressaltou que quem manda no prédio é a prefeitura e não o TG. A Guarda-Mirim voltou a funcionar em Campo Mourão em outubro de 1999. O Tiro-de- Guerra é de 1997.
Em entrevista à Rádio Colméia, ontem de manhã, o comandante do TG chamou o vereador de ''mentiroso de marca maior''. O subtenente afirmou que havia avisado a Guarda-Mirim desde o dia 31 de agosto, por ofício, que as salas não seriam mais emprestadas. Ele justificou que precisa do espaço para uma biblioteca e para a associação dos reservistas.

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