Curso técnico pode ajudar a definir carreira
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Londrina Escolher a futura carreira nem sempre é um processo fácil. Nem todos têm uma vocação definida e o medo de fazer uma escolha errada não é incomum. Nesse sentido, os cursos técnicos podem ser de grande ajuda, pois o futuro vestibulando tem contato com diversas disciplinas que serão uma base para a universidade, sendo possível optar com mais maturidade na hora do vestibular.
Dyane Tardiolli, de 18 anos, moradora de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), acabou de concluir o curso técnico em Edificações no Colégio Polivalente (zona oeste) e foi aprovada no vestibular para Engenharia Civil de duas instituições, a Unopar e a Faculdade Pitágoras. "Estudo desde a quinta série no Colégio Polivalente e já gostava da área de Engenharia. Quando surgiu a possibilidade de fazer o curso técnico resolvi tentar, para ver se realmente gostaria de trabalhar nessa área e o curso confirmou isso."
Dyane cursou o técnico integrado, em que além das disciplinas normais do Ensino Médio também são ministradas disciplinas específicas do curso escolhido. Os alunos também devem cumprir estágio e ela precisou dividir o tempo entre o estudo, o estágio e o trabalho em uma loja. "Os professores ajudaram bastante e as disciplinas exatas eu via bastante durante as aulas do curso técnico, o que facilitou na hora do vestibular", afirma.
Entre o conteúdo do curso, Dyane conta que gostou muito de aprender a fazer plantas, pois é preciso conhecer a pessoa, saber suas necessidades e o que ela espera daquele imóvel. Ela só lamenta ter tido que pagar pelo curso de AutoCAD, utilizado principalmente para a elaboração de desenhos em duas e três dimensões.
"É um curso caro e tive que pagar a parte para poder fazer, nem todos têm essa condição. Acho que o governo poderia nos oferecer, já que é fundamental para a profissão", explica.
Adaptação
Ao contrário de Dyane, a também aprovada em Engenharia Civil Jheniffer Gulart de Oliveira, de 18, não tinha intenção de fazer um curso técnico, principalmente na área de Engenharia. Porém, teria que mudar de colégio para fazer o Ensino Médio, já que não havia mais vagas no colégio Polivalente.
"Meus pais não queriam que eu fosse para outra escola e me convenceram a fazer o curso. Como só existia vaga no técnico em Edificações, acabei fazendo. O primeiro ano foi bastante difícil, no segundo fui me adaptando e no terceiro descobri que gostava dessa área. No quarto ano eu decidi prestar vestibular para Engenharia e fui aprovada na Unopar", diz.
Jheniffer entretanto, precisará aguardar mais um ano para cursar a universidade, já que não terá como arcar com os custos da graduação. "Ficaria muito difícil para mim agora, então decidi que vou trabalhar mais um ano e me preparar melhor. Enquanto isso pretendo fazer o curso de AutoCAD, que é bem importante para nós e não tivemos no colégio. Se eu passei uma vez, tenho fé que passarei duas", diz.
Segundo Antônio Carlos Camargo, diretor do Polivalente, neste ano até o momento 24 alunos foram aprovados nos vestibulares de diversos instituições. "Cerca de 50 alunos prestaram vestibular, então tivemos um aproveitamento de aproximadamente 50%. Dos quatro alunos do curso técnico em Edificações que prestaram vestibular todos foram aprovados. Isso sem levar em conta quem está usando o Enem. Nossos professores ministram os conteúdos previstos mas procuram enfocar o que eles acreditam que seja importante para o vestibular."


