Foz do Iguaçu - Assistentes sociais, educadores, psicólogos, recepcionistas, advogados que trabalham para a rede de atendimento às mulheres em situação de violência contarão com um curso de capacitação. O treinamento será em 12 aulas realizadas uma vez por semana, todas as sextas-feiras. O primeiro encontro será amanhã, às 8 horas, no auditório da Fundação Cultural. Os interessados em participar podem se inscrever pelo telefone (45) 2105-8608.
A abertura do evento terá a participação da desembargadora Lenice Bodstein, que fará palestra sobre a ''Contextualização da Violência Contra a Mulher''. O objetivo é que os funcionários que trabalham nos centros de referência e atendimento, Delegacia da Mulher, varas criminais, forças policiais, equipes de saúde especializada, entre outros, saibam identificar se a pessoa está sendo vítima de violência e encaminha-la para atendimento correto.
A violência afeta a família inteira mulher, filho, idoso e também o agressor. Durante o atendimento no serviço básico, havendo suspeita ou confirmação dessa situação de violência, é preciso fazer o correto direcionamento para atendimento. Quando se trata de violência sexual, o primeiro encaminhamento é a hospital Costa Cavalcanti, onde a vítima passa por procedimentos médicos e também é assistida por psicólogos e assistentes sociais. Dependendo do caso segue para o Cram (Centro de Referência de Atendimento à Mulher) ou Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
Quando o registro é de violência doméstica o atendimento deve ser feito pela delegacia da mulher e na sequência para o Cram, Creas ou Casa Abrigo. Nesses casos a mulher além da assistência psicossocial, será acompanhada em todas as etapas por um advogado.
O curso de capacitação é promovido pela secretaria municipal de Assistência Social. É resultado de uma parceria da Secretaria Municipal e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal.
Em 2011 o Cram realizou 1.776 atendimentos entre informações e orientações pessoais e por telefone. Desse total, 527 são casos novos de mulheres vítimas de violência que procuraram o centro.

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