Paulo WolfgangInformaçãoRegina, entre a mãe e a sogra: ‘alunas’ do HEO último dia do curso para gestantes promovido pelo Hospital Evangélico (HE) de Londrina contou com a presença de várias futuras avós. A iniciativa de convidar sogras e mães das gestantes tem o objetivo de evitar que elas passem conselhos errados, como o mito de que o leite materno é fraco. Segundo a organização do curso, as avós de hoje fazem parte da chamada ‘‘geração mamadeira’’. Em geral, elas são de uma época em que era chique dar leite em mamadeira. O encontro de futuras vovós aconteceu ontem à tarde.
‘‘Há 20 ou 30 anos, a maioria das mães não dava o peito muito tempo (apenas entre três e seis meses) por achar que o leite era fraco’’, afirma a orientadora na área materno-infantil do HE, Lylian Dalete Soares de Araújo. Segundo ela, as mães tomavam essa atitude por estarem mal informadas.
‘‘Tento passar a elas que hoje em dia sabemos mais sobre o leite materno do que há 20 anos e que não é culpa delas ter amamentado por pouco tempo’’, observa. A orientadora diz ser importante informar as futuras avós sobre o valor do leite materno porque elas têm muita influência sobre suas filhas e noras. ‘‘Elas dão segurança para as filhas e ajudam nas tarefas.’’
O HE já realizou nove cursos para gestantes, sendo que as avós começaram a ser convidadas a partir do quinto. Segundo Lylian Dalete, a maioria das gestantes leva as mães e sogras para participar do curso. Ontem, Regina Ribeiro Martins Meneses foi ao último dia do curso acompanhada da mãe Idalina Ribeiro Martins e da sogra Maria Martins de Oliveira Meneses. ‘‘Contei que podiam participar do curso e elas concordaram.’’
Tanto a mãe quanto a sogra de Regina Meneses disseram ter gostado do curso e que aprenderam muita coisa sobre amamentação. Maria Meneses teve quatro filhos e revela que só amamentou por cerca de três meses. ‘‘Achava que tinha o leite fraco’’, confessa. ‘‘Hoje eles incentivam a amamentação e sei que não existe leite fraco’’, acrescenta. Regina Meneses está grávida de cinco meses e espera um menino, que já recebeu nome: Daniel.
Diva Kmeteuk Silva é outra futura avó que participou do curso acompanhando a nora Eliane Rodrigues Silva, grávida de oito meses. Na época em que foi mãe, Diva não teve orientação sobre a importância do aleitamento. ‘‘Hoje vou poder ajudar melhor a minha nora.’’
O curso para gestantes faz parte dos 10 passos exigidos pelo Ministério da Saúde/Unicef para manter o título de ‘‘Amigo da Criança’’ para o HE. O título foi obtido há quase dois anos. O curso inclui vários itens, como cuidados com o corpo e com o recém-nascido e valorização do aleitamento materno. Mais de 100 mulheres já realizam o curso. A próxima turma deve iniciar as aulas em março.

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