Curso na UFPR ensina a lidar com a morte
Curso na UFPR ensina
a lidar com a morte
Familiarizar os profissionais de saúde com angústias e dúvidas de pacientes sobre a morte. Este é o trabalho da professora Guimar Bernini, que ministrará entre os dias 27 de setembro e 1º de outubro um curso de extensão sobre a Morte e luto: aspectos antropológicos, na Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O curso terá 20 horas/aula e foi desenvolvido a pedido de profissionais e alunos que sentiam dificuldades de encarar a morte com naturalidade. Não existe um trabalho de preparo para se lidar com a morte. Temos que abordar o aspecto pedagógico da morte que é a humanização, diz Guiomar.
Há oito anos pesquisando sobre a morte e desenvolvendo estudos com mães que já tiveram perda de filhos, Giomar afirma que os profissionais de saúde precisam aprender melhor o significado de uma perda. É muito difícil morrer sozinho nos hospitais, os profissionais de saúde precisam estar preparados para enfrentar a morte. O problema é que ninguém está preparado, afirma ela.
Entre os temas que deverão ser abordados durante o curso de extensão estão a vivência da morte no cotidiano profissional, perdas necessárias, histórias e tabus sobre a morte, atitudes diante da morte, luto e solidariedade, explicando a morte para crianças. Como material de apoio, ela utiliza filmes com depoimentos de famílias que já enfrentaram a perda. Tenho um vasto material da pesquisa que fiz com mais de 300 mães que haviam perdido filhos. Cada pessoa é uma pessoa e precisamos aprender a compreender todas as reações possíveis, diz.
Esse será o quarto curso ministrado sobre o assunto na Escola Técnica. Um outro evento deverá ocorrer no final de novembro. O curso é interativo. Os alunos são convidados a escrever uma carta sobre o último dia da vida deles e fazer um atestado de óbito, no dia seguinte. Possibilitamos que os sentimentos de dor, medo e saudade sejam aflorados e criamos com isto um espaço para a humanização, conta. (L.P.)





