Curso ensina técnico a identificar intoxicação
Curso ensina técnico a
identificar intoxicação
As formas de evitar e identificar uma intoxicação por agrotóxicos são temas da discussão de um encontro, que começou ontem e se estende durante todo o dia de hoje, no Hotel Paraná Suíte, em Curitiba. O objetivo é dar subsídios para que médicos e funcionários de vigilâncias sanitárias e epidemiológicas das regiões de Curitiba, região metropolitana, litoral e União da Vitória, no Sul do Estado, possam identificar e tratar corretamente os casos.
A bióloga Gisélia Rubio, chefe da Divisão de Zoonoses e Intoxicações da Secretaria de Estado da Saúde, afirma que existe problemas na identificação e no tratamento correto dos agricultores que ficam doentes. As pessoas têm sintomas simples, como dor de cabeça, fraqueza e sonolência, que podem confundir com outras coisas, diz. O evento é realizado pela Secretaria da Saúde.
Para Gisélia, o treinamento é muito importante para reduzir o número de intoxicações que ocorrem no Estado. Algumas equipes de vigilância são jovens, sem muita experiência para identificar esses casos. Indiretamente, a bióloga criticou a demora na promoção desses encontros. Pela primeira vez depois de 15 anos há um curso para capacitação de funcionários, conta.
No dia 18 do mês, a Folha publicou reportagem mostrando que as intoxicações e mortes no campo cresceram mais de 100% nos últimos 13 anos. Em 1986 foram registrados 585 casos de intoxicação, com 30 mortes. Dez anos depois, ocorreram 658 casos e 81 mortes. No ano passado, foram registrados 599 casos e 66 mortes, pouco mais que o dobro que em 1986, ano em que a Secretaria de Estado da Saúde iniciou as estatísticas. (J.A.)





