Curso ensina como relaxar na água
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quarta-feira, 18 de junho de 1997
Lúcio Horta Londrina 
Deixar a dor e o stress dentro da água. Com esse objetivo um grupo de fisioterapeutas de várias partes do país participaram, na última semana em Londrina, de um curso sobre técnicas de relaxamento na piscina. O curso foi ministrado pelo professor americano Luis Vargas, chefe do departamento de fisioterapia da Universidade de Youngstown, em Ohio, Estados Unidos, e coordenado pela fisioterapeuta londrinense Valéria Figueiredo.
Conhecido como Watsu - aplicação das técnicas do shiatsu, de relaxamento, dentro da água -, a especialidade do professor Vargas está ganhando cada vez mais adeptos na América do Norte, principalmente no estado da Califórnia, extremo oeste americano, e Havaí. Mas no Brasil, por enquanto, a técnica é pouco conhecida e ainda desperta curiosidade em pacientes e profissionais.
Segundo Valéria Figueiredo, o Watsu é indicado para pacientes com dores, como lombalgia, ciatalgia, problemas no joelho, coluna, além de stress emocional, tratamentos ortopédicos ou neurológicos. Ela explica que a piscina - sobretudo quando aquecida - facilita no relaxamento porque descomprime a pressão nas vértebras, já que, praticamente, há ausência de gravidade. É uma combinação de alongamento, relaxamento e respiração, aproveitando as propriedades terapêuticas da água, observa. E a maioria das patologias hoje tem origem psicológica.
Durante as sessões, que podem durar de 25 a 40 minutos, o paciente deixa o corpo completamente relaxado e não faz nenhum esforço: é o fisioterapeuta quem conduz a série de movimentos, trabalhando em sequências específicas para cada tipo de problema. A música também está presente nas sessões e ajuda no relaxamento.
Valéria Figueiredo explica que o curso, que também foi realizado em Campinas, foi básico e apenas introduziu o profissional na técnica. Mas ela já planeja para o próximo ano trazer novo curso, com técnica mais avançada, e também levar fisioterapeutas daqui para os Estados Unidos para aperfeiçoamento.
Sinto que lá os profissionais estão buscando cada vez mais a hidroterapia. E a minha intenção é essa, trazer para o Brasil e para Londrina o que tem de diferente nos Estados Unidos dentro da área, explica Valéria Figueiredo, que trabalha em clínicas de reabilitação na Califórnia e na Flórida. Mas agora quero ficar cada vez mais no Brasil, destaca.
Na avaliação da fisioterapeuta, os cursos de Londrina e Campinas despertaram bastante interesse, inclusive porque atraíram profissionais não só da região como também de Belém (PA), Natal (RN), São Paulo, Rio de Janeiro, Joinvile (SC), Cuiabá (MT), entre outras. Por isso, ela acredita, em breve o Watsu poderá estar difundido em todo o país.
Ao todo, foram quatro turmas nas duas cidades, com 40 alunos cada uma, e que em breve poderão estar testando o Watsu com os próprios pacientes. O pessoal achou que a técnica é diferente, bonita e fácil de aplicar. Inclusive sugeriram que trouxéssemos para o Brasil técnicas mais avançadas, o que já estamos programando fazer.


