Um curso que começa amanhã em Jacarezinho (Norte Pioneiro), vai formar equipes para coletar e identificar as espécies de carrapatos existentes em todo o Estado. A iniciativa é uma forma de combater o carrapato transmissor da febre maculosa, que vem causando mortes em várias regiões do País. No Paraná a situação não é de risco. O Estado apresentou apenas um caso de sorologia positiva da doença, em abril deste ano, identificado em um homem, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.
O trabalho vai ser desevolvido no Laboratório Estadual de Referência em Entomologia e Biologia Médica da 19 Regional de Saúde de Jacarezinho. Funcionários do setor de Entomologia de secretarias de Saúde de Jacarezinho, Foz do Iguaçu, Guaíra, Porto Rico (limite com MS), Curitiba, Paranaguá, Londrina, Apucarana e Maringá, participam do curso, que terá duração de uma semana.
De acordo com o coordenador de equipes de Entomologia do Paraná, Allan Martins da Silva, os agentes foram escolhidos por já atuarem na área. ''São pessoas com experiência no estudo de insetos, que já possuem treino e capacitação para o trabalho''. Eles receberão material de campo e farão a chamada coleta de arrasto, onde recolhem os carrapatos num pano branco ou através de uma armadilha com gelo seco, que atrai os carrapatos.
A inspeção será feita em áreas de pastagens e arbustos. ''A intenção é fazer um mapeamento em todo o Estado, verificando as áreas de risco e orientando os setores da saúde e a população'', explica Silva. Logo após o curso, os agentes estarão aptos a retornar para suas cidades e identificar as espécies de carrapatos. ''É um trabalho visto como um ponto positivo, já que a doença é nova no estado''.
O curso terá como palestrantes o diretor do Centro de Saúde do Estado, Natal Jataí de Camargo, idealizador do projeto, e da bióloga do Museu da História Natural Capão da Imbuia, de Curitiba, Márcia Arzua. A partir de fevereiro do próximo ano, outros treinamentos serão aperfeiçoados.

mockup