O Hospital Evangélico de Londrina (HEL) vai sediar, de 13 a 15 de maio, o ‘‘Curso Teórico-Prático de Endoscopia Ginecológica e Histerectomia Vaginal’’, esta última uma técnica inédita no Brasil de retirada do útero por via vaginal sem que haja prolapso (quando o órgão está ‘‘para fora’’). Durante os três dias de curso serão realizados oito exames e oito cirurgias, com transmissão ao vivo para os participantes e narrados pelo cirurgião. A platéia poderá, inclusive, fazer perguntas.
O evento será dividido em três módulos, que serão ministrados em três dias: Histerectomia Vaginal na Ausência de Prolapso Uterino; Histeroscopia Diagnóstica e Cirúrgica; e Laparoscopia Diagnóstica e Cirúrgica. A organização é dos médicos Octacílio Figueirêdo, Octacílio Figueirêdo Netto, Ricardo Mendes Alves Pereira e todos do corpo clínico do Hospital Evangélico.
O grupo, que vem divulgando a técnica na região, já realizou cerca de 600 histerectomias vaginais (grande parte pelo SUS). O objetivo é divulgá-la para profissionais de todo o País.
Os médicos afirmam que a técnica apresenta várias vantagens sobre a retirada do útero pelo abdômen, como menor tempo de cirurgia - em torno de 40 minutos, enquanto a cirurgia tradicional leva até duas horas; período de internação reduzido (a paciente é liberada em 24 horas); menos dor no pós-operatório; menor tempo de recuperação; ausência de cicatrizes e menor risco de complicações e infecções. Tudo isto, segundo a equipe, resulta em um custo hospitalar e social inferior, se comparado ao custo relativo ao uso das técnicas tradicionais.
Já a histeroscopia (técnica de diagnóstico e tratamento das patologias do interior do útero com uso de microcâmera) é usada em casos onde há sangramento uterino anormal e esterilidade de causa uterina, entre outros. Ao contrário da tradicional curetagem, o exame evita internamentos e uso de anestesia.
A laparoscopia, outra técnica que será abordada no curso, consiste em fazer pequenas incisões no abdômen para introdução de microcâmera para diagnóstico e tratamento de afecções dos órgãos genitais internos. É indicada para o tratamento de cistos de ovário, esterilidade conjugal, aderências, endometriose e mioma, entre outros.
Segundo os médicos, atualmente quase todos os problemas ginecológicos podem ser tratados sem a necessidade de cirurgias tradicionais. Eles ressaltam que a realização de cirurgias sem cortes é uma tendência verificada em todas as especialidades.

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