Curso defende valor da terapia familiar
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de novembro de 1996
Célia Baroni 
Cerca de 50 profissionais de toda a região se reúnem hoje no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) para debater A Família: Uma Abordagem da Terapia Familiar Sistêmica. Organizado pelo Itedes (Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Social), o curso pretende instrumentalizar os profissionais da área sobre a importância de trabalhar a família como um todo, com o objetivo de solucionar os problemas individuais de seus membros. O curso acontece de 19 a 28 de novembro, sempre das 19 às 23 horas.
Ministram o curso a doutora em Ciências da Comunicação pela USP Ana Caroline Santine de Abreo, membro da Family Mediation Association-Canadá, e a especialista pela Universidade de Montreal Miriam Jorge - ambas professoras da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Apesar de todas as experiências mostrarem que o trabalho realizado com as famílias produz melhores efeitos sobre o indivíduo, as condutas atuais ainda são individualistas, diz Ana Caroline.
Ela argumenta que as transformações sociais vêm acontecendo cada vez mais rapidamente e estas mutações atingem também a estrutura das famílias, que acabam não tendo tempo de se adaptar a elas. Os profissionais precisam dar este apoio e orientação. A professora explica que os pais ainda estão perdidos entre o liberalismo vivido nos anos 60 e a rigidez dos seus próprios pais. Some a isso o medo da sociedade agressiva de hoje e terá uma situação de insegurança.
Ela não acredita que as novas formas da família sejam um perigo. Antigamente, analisa Ana Caroline, as pessoas se casavam para toda a vida, mas a morte chegava aos 50 anos. Para ela, o aumento da perspectiva de vida e consequente impossibilidade de prever o que se estará fazendo após décadas são um dos grandes motivos que levam à modificação da estrutura familiar.


