Curso de odontologia é questionado
Paulo Pegoraro
De Cascavel
A Regional de Cascavel da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) e a Delegacia local do Conselho Regional de Odontologia (CRO) querem a realização de uma auditoria no curso da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) em Cascavel. As entidades enviaram pedido neste sentido ao Conselho Federal de Odontologia (que tem autoridade legal para a inspeção), argumentando a existência de irregularidades e deficiências no curso (com três anos de funcionamento) que podem comprometer a formação dos acadêmicos.
Segundo José Inglez da Silva, presidente da Regional, as irregularidades podem comprometer a imagem da classe e da Unioeste e o próprio atendimento à população nos futuros consultórios. Inglez e o delegado do CRO, João Cezar Meassi, apontam que, por falta de professor, os acadêmicos ainda não tiveram nenhuma aula de odontologia legal, matéria que trata também de direitos e deveres dos profissionais, e outras disciplinas têm número insuficiente de professores.
Segundo as entidades, a Unioeste não presta informações sobre as irregularidades e deficiências. O coordenador do curso, Luiz Alberto Formighieri, diz que há apenas problemas normais, e que ele vai sendo estruturado na medida em que avançam as turmas. Em relação aos professores, explica que a contratação depende de autorização do Estado.





