Curso de Farmácia decide pela greve na Unioeste
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quarta-feira, 20 de junho de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
Os alunos do curso de Farmácia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) decidiram entrar em greve ontem devido a falta de estrutura do curso que não conta com vários laboratórios, professores e material bibliográfico para sua manutenção. Além disso, a maior reclamação dos acadêmicos é a falta de uma Farmácia Escola onde fariam seus estágios curriculares obrigatórios. Os manifestantes dizem não terem prazo para voltarem às salas de aula.
O curso de Farmácia da Unioeste conta com 120 alunos que decidiram em assembléia geral realizada anteontem pela paralisação. Os acadêmicos alegam que existem riscos do curso não ser reconhecido pelo Ministério da Educação por não estar atendendo exigências estruturais feitas pelo órgão. Durante a manifestação no bloco da reitoria, os alunos exibiam faixas pedindo mínimas condições para o andamento do curso.
O acadêmico Jorge Antonio Rigoni Junior faz parte da 1ª turma de Farmácia que irá se formar em julho de 2002. Ele reclama que desde o início do curso existe um projeto de plano de implantação que levaria o governo do Estado a repassar R$ 2 milhões para a estruturação do curso de Farmácia. Enquanto isso, não estamos tendo aulas práticas porque não existem laboratórios nem Farmácia Escola, ressalta.
A acadêmica Rejane Carvalho de Moraes disse que quatro disciplinas estão sem professores desde o início do ano letivo. Além disso, os alunos denunciam que a biblioteca da instituição não possui grande parte dos livros necessários nas disciplinas do curso.
Os alunos do curso de Farmácia prometem participar da assembléia geral que acontece hoje no campus de Toledo onde estarão pedindo o apoio dos outros cursos e cobrando soluções da reitoria.
A diretora-geral da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mirian de Fátima Zaninelli Wellner, disse que a verba de R$ 2 milhões para implantação do curso vem sendo aplicada nos últimos três anos, desde sua criação. Ela acrescenta que outros R$ 139 mil estão sendo repassados para a instalação dos laboratórios.
Quanto a denúncia dos acadêmicos que faltam professores para quatro disciplinas, Mirian diz não ter conhecimento desse problema, mas que se isso estiver ocorrendo, a culpa é toda da universidade. Ela justitica que o Estado vem promovendo concursos públicos para preencher as vagas e isso não era para estar ocorrendo.


