Curso de Enfermagem ainda sofre com prédio precário
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de agosto de 2002
Marta Medeiros<br> Equipe da Folha 
Maringá - Alunos e professores do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (UEM) vão passar a ocupar salas de conselho e até um anfiteatro da instituição por falta de espaço adequado para aulas. Um protesto na manhã de ontem lembrou um ano de manifestações do departamento em busca de melhores condições de ensino. A Enfermagem tem dois blocos em pré-moldados construídos há mais de 21 anos. No ano passado, alunos e professores chegaram a interditar um dos blocos e realizaram uma série de manifestações durante mais de 50 dias de greve do departamento, mas não conseguiram sequer reformas para amenizar os problemas de estrutura.
O forro do teto dos blocos está quase cedendo e as paredes têm buracos por onde animais e insetos entram nas salas dos professores e nos laboratórios. As instalações do curso são classificadas pela maioria dos 180 alunos e 45 docentes como ''deprimentes e vergonhosos''. Os manifestantes anunciaram ontem para a reitoria que estão deixando as salas de aula do bloco 8 para ocuparem espaços alternativos dentro da própria universidade.
Segundo a coordenadora do colegiado de Enfermagem, Sônia Silva Marcon, a reivindicação do departamento consiste na construção de um bloco capaz de abrigar quatro salas de aula, dois laboratórios, 11 salas para professores, além de espaço para o setor administrativo e também para os cursos de especialização. Os atuais laboratórios de Enfermagem são precários e não representam um ambiente hospitalar para o ensino didático e prático dos estudantes.


