Curso da UEPG é fechado novamente
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quinta-feira, 29 de maio de 2003
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um novo drama para os alunos de medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O vice-presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Vidal Coelho, acatou o recurso interposto pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e suspendeu, ontem, a liminar concedida pela 1 Vara Cível de Ponta Grossa na ação movida pelo Ministério Público (MP), que obrigou a reabertura do curso.
O promotor Fuad Faraj, autor da ação, até o início da noite de ontem, não tinha sido comunicado oficialmente da decisão. No entanto, adiantou que irá propor um agravo regimental para que a sentença seja revista. ''Vamos esgotar todos recursos jurídicos necessários para restabelecer a Justiça em Ponta Grossa'', declarou.
O procurador geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, acredita que o MP não tem fundamentos para recorrer da decisão. ''O curso de medicina não existe oficialmente. Ele foi criado por uma resolução interna da universidade e não respeitou o processo legal'', argumentou. Segundo ele, para ser legal, o curso precisaria ter sido criado por deliberação do Conselho Nacional de Saúde, pelo Ministério da Educação e pelo Conselho Estadual de Educação. ''O curso não passou por esse processo'', disse.
O reitor da UEPG, Paulo Godoy, disse que irá cumprir a decisão judicial assim que for notificado. Isso significa que o curso será novamente fechado, pois com a suspensão da liminar, o decreto do governador Roberto Requião (PMDB) volta a ter validade. ''A universidade terá que agir de acordo com a determinação do judiciário'', complementou.
Os alunos de medicina tinham retomado as atividades anteontem depois de ficarem cerca de 10 dias sem aulas. A UEPG irá, agora, retomar o processo de transferência dos alunos para as universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Oeste do Paraná (Unioeste), de Cascavel.
Apenas dois dos 37 matriculados no curso não haviam concordado com a transferência. O critério de seleção, no entanto, seria revisto para considerar as notas de aprovação dos dois vestibulares (inverno e verão). Por força de determinação judicial, a universidade havia usado escore único.(Colaborou Denise Angelo)


