Cursinho Fênix busca professores voluntários
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 

O cursinho pré-vestibular Fênix, que é gratuito e voltada para alunos de escolas públicas, está em busca de professores voluntários para o ano letivo de 2019. O processo seletivo segue até dia 28 de janeiro. Criado com o intuito de atender os estudantes que não têm condições de bancar a formação além da escola no sonho pela graduação, o cursinho de Londrina também é uma oportunidade para aqueles que querem seguir no caminho do magistério.
As vagas são abertas para interessados que terminaram a faculdade recentemente ou que estão cursando a universidade atualmente. "O Fênix é uma porta de entrada e uma forma da pessoa ter este contato com alunos. Para se candidatar é preciso ter disponibilidade para dar aula a noite em, pelo menos, um dia da semana. Temos duas turmas com 40 alunos cada, então para facilitar montamos o cronograma com o professor dando aula para as duas em um mesmo dia", explica João Vitor Vieira Capri, um dos fundadores do cursinho.
Nas últimas semanas foram recebidas cerca de 60 inscrições, mas a intenção é que cheguem mais até o prazo final. A inscrição é feita pela internet e posteriormente é realizada uma entrevista com os idealizadores do projeto. Depois, o candidato apresenta uma aula teste com 15 minutos de duração. "São avaliados alguns pontos, como a aula, organização do quadro, clareza na explicação, adequação ao conteúdo de vestibular e Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)", elenca.
Segundo Luis Filipe Negrão de Souza, também entre os fundadores, a conversa e a aula experimental servem para perceber o interesse de quem se candidata. "No teste percebemos se a pessoal está realmente disposta e se possui perfil para o trabalho voluntário", destaca. Não existe restrição de cursos. "Precisamos de professores de todas as matérias, como português, geografia, sociologia, física, e que estejam em qualquer curso. É uma forma de a pessoa se desenvolver como professor", aponta.
EQUIPE PEDAGÓGICA
Para 2019 a novidade é criação de equipe pedagógica para colaborar na formação destes professores. O grupo vai reunir ex-docentes do Fênix. "Durante o ano esta equipe vai promover palestras, oficinas, minicursos, passando toda a experiência que tem para os novos", ressalta Capri. Ainda não existe um número fechado de quantos voluntários serão necessários. No ano passado foram 20. As aulas do cursinho gratuito ocorrem no Colégio Estadual Vicente Rijo (área central), que cede algumas salas.
EXEMPLO
No Brasil desde 2016, quando veio do Líbano, seu país de origem, Michel Georges Haidamous, é professor voluntário no cursinho Fênix há dois anos. Estudante de biologia na UEL (Universidade Estadual de Londrina), ele ministra aulas desta disciplina. "Tive que estudar mais português do que biologia quando entrei para transmitir o melhor conteúdo aos meus alunos. Sempre quis ser professor e foi uma experiência ótima, que só me fez ter mais paixão pela profissão. Dá orgulho saber que estão gostando", valoriza. Neste ano ele foi convidado para fazer parte da equipe pedagógica.
Como forma de demonstrar os sentimentos e histórias que o cursinho suscita, está sendo preparada uma websérie para as redes sociais. Serão divulgados depoimentos de alunos e professores. "Temos caso de professor que cursava engenharia e depois que começou a dar aula aqui gostou tanto que mudou para fazer licenciatura, se descobrindo na docência. O cursinho vai muito além de preparar pessoas para o vestibular", afirma Luis Souza, que é formado em história.
ALUNOS
As inscrições para os jovens que estão no ensino médio ou que terminaram há pouco, sendo ambas as situações em escolas públicas, serão abertas em fevereiro. As aulas serão realizadas de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h40. Um dos grandes desafios dos estudantes é dinheiro para o transporte, pois muitos não dispõem do passe livre ou benefício da meia tarifa no horário. "Temos estudantes que vêm pegar o conteúdo para estudar em casa", exemplifica João Capri.
Cursando o terceiro ano de matemática, Capri idealizou o cursinho Fênix após experiência que teve em escolas da rede pública. Na época, ele era aluno de engenharia mecânica na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), campus Londrina. "Participei de um projeto de extensão que divulgava a instituição nos colégios de Londrina e região. Como sempre estudei em escola particular, percebi que a realidade era diferente. Minha família é de professores. Chamei o Luis e outra amiga e começamos", recorda.
Os frutos de compartilhar conhecimento e empatia com o próximo estão sendo colhidos desde 2017, quando o cursinho iniciou. No primeiro ano, a taxa de jovens que avançaram para a segunda fase do vestibular da UEL foi de 50% e daqueles que ingressaram na universidade chegou a aproximadamente 40%. Para este ano a perspectiva é de novamente bons resultados.
SERVIÇO - Interessados em se inscrever para professor voluntário pode acessar os sites cursinhofenix.tk ou transformareducacao.tk . Mais informações pelo telefone (43) 99679-2390


