Curitibanos vão de moto até o Alasca
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quarta-feira, 23 de abril de 1997
Filipe Pimentel 
Sucursal de Curitiba
Albari RosaQuatro rodasOs amigos Marcos Vojciechovski (esquerda) e Clodoaldo Braga, sobre as motos que os levarão até a última cidade do norte das Américas: medo de ursosChegar de moto à última cidade no extremo norte das Américas, antes do Pólo Norte: Prudhoe Bay, no Alaska. Esta é a aventura que os motociclistas curitibanos Clodoaldo Turbay Braga e Marcos Vojciechovski pretendem viver, a partir de hoje. Sobre duas rodas eles vão atravessar 14 países das Américas do Sul, Central e Norte, num total de 36 mil quilômetros. Braga e Vojciechovsky vão viajar em motos Suzuki DR-800 S Big. A chegada a Prudhoe Bay deve acontecer em 20 de junho, no 57º dia de viagem.
A idéia da aventura surgiu há um ano e meio. Eu e o Marcos queríamos viajar até o extremo norte da América, contou Braga. Depois de certo o roteiro, os companheiros iniciaram a preparação da aventura, que contou até com sessões de musculação e natação. Desde as motos até o fio dental, nada foi esquecido. Fizemos um check-list e vamos levar o necessário, comentou Braga.
Ainda assim cada um está levando 40 quilos em bagagem, fora a moto, que pesa cerca de 190 quilos. Os dois estão preparados para qualquer emergência. Clodoaldo Braga, que é médico, também está levando uma maleta de medicamentos. O Marcos se responsabiliza por qualquer dano mecânico, já que conhece tudo de moto, disse Braga.
ReproduçãoRota intercontinentalPercurso dos motoqueiros entre Curitiba e Prudhoe Bay, no Alasca: sonho
A viagemSerão mais de 75 dias viajando a uma velocidade média de 140 quilômetros horários até a volta a Curitiba, prevista para 6 de julho. Ao longo do trajeto os dois estarão completamente sozinhos. O único contato com a equipe, que permanecerá em Curitiba, será feito por rádio, pela internet, fax (quando estiverem nas capitais), DHL (correio-expresso) ou GPS (comunicação via satélite.
De todo o trajeto os motociclistas temem apenas por um trecho considerado por eles muito perigoso. Será na última parte da viagem, antes de chegarmos a Prudhoe Bay, disse Clodoaldo Braga. Segundo o médico, entre Fairbanks e Prudhoe Bay, no Alaska, a pista não está pavimentada, tem muitos buracos e é escorregadia. Além disso, nossa comunicação será através do GPS (satélite), disse Vojciechovski. Outra preocupação é com os ursos. Eles são curiosos e gostam de fuçar as barracas, disse Braga.
A viagem de moto é muito solitária, mas por estarem sozinhos, a atenção deve ser redobrada. Na viagem, sempre um motociclista vai na frente. Temos um esquema de sinais, que facilita a comunicação. O líder está sempre atento no espelho retrovisor, diz Braga.


