Curitibanos fazem fila para enviar condolências
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de setembro de 1997
Cristine Pieske 
Curitiba
Kraw PenasCollaço, 19 anos: Me senti na obrigação de enviar os pêsamesApesar das milhas de distância que separam Curitiba de Londres, e seguindo o exemplo de outros milhares de fãs em todo o mundo, os curitibanos estão fazendo fila para assinar o livro de condolências à família real inglesa pela morte da princesa Diana. Desde que o livro foi colocado à disposição no Consulado da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte em Curitiba, na segunda-feira, pessoas que se sentem de alguma forma ligadas à princesa de Gales anotam mensagens que devem ser enviadas a Londres.
Como admirador da princesa e da família real, me senti na obrigação de expressar meus sentimentos, escreveu o funcionário da UFPR Paulo Collaço. Ele já leu biografias de Diana, coleciona reportagens sobre ela e fala com intimidade sobre a vida da princesa. Você era uma mulher selvagem, à procura do amor e da alegria, e é grande a dor pela sua perda, escreveu outra fã.
O livro reúne mensagens escritas por crianças e velhos, mistura textos em português e inglês, junta pequenas assinaturas a grandes textos que chegam a ocupar mais de uma página. Trechos de orações, pedidos de paz e a expressão I love you estão junto às mensagens de pêsames.
Quis mostrar o carinho pela princesa, pela sua autencidade, que fazia dela uma atriz em um teatro verdadeiro, justifica-se o videomaker Neif Saleh Neto. Para ele, de origem muçulmana, a homenagem se estende também ao namorado de Diana, o egípcio Dodi Al Fayed.
O livro recebe assinaturas até às 17h de amanhã. Depois, será enviado à Embaixada da Inglaterra em Brasília e ao Palácio de Buckingham, em Londres.


