Curitibanos driblam a chuva para encarar a rotina diária
O curitibano que saiu de casa na manhã de ontem foi recebido por uma chuva não muito forte mas constante. A chuva complicou o trânsito na região central, e fez a felicidade dos motoristas de táxi. A freguesia aumenta em até 35%, mas o trânsito fica bem mais perigoso, lembra o taxista Hermenegildo Martins.
Segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a chuva, que começou a cair na noite de terça-feira e durou toda a manhã de ontem, não deve se repetir hoje. Vamos ter apenas um dia nublado, com chuvas rápidas e isoladas, porque a frente fria que chegou do oeste já começa a se dissipar, informou o meteorologista Tarcísio Valentin da Costa.
Para o motoboy Marcelo dos Santos, trabalhar em dias de chuva é sinônimo de sofrimento. Marcelo sai de casa, no bairro Uberaba, para trabalhar no Centro por volta das 9 horas. À tarde, segue direto para outro emprego, onde fica até meia-noite. Sem tempo de voltar para casa para trocar de roupa, Marcelo diz que fica molhado da hora que senta na moto pela manhã até o instante em que chega em casa, já de madrugada. Comprei uma roupa de borracha para evitar a água, mas parece que sempre tem um buraquinho para atrapalhar, reclama.
Já a dona de casa Evanês Nylla não pôde curtir a preguiça da manhã de chuva e frio por causa de sua cachorrinha poodle. Como moro em apartamento e a cachorra é ensinada a não sujar a casa, não tenho outra alternativa a não ser sair, disse. Mesmo depois de enfrentar a chuva na rua, a cadela não fica doente graças a um tratamento especial. Eu a enxugo com uma toalha e passo um pouco de álcool pelo corpo dela e logo ela fica quentinha.
Arma negra - A chuva não pára de cair, mas mesmo assim sempre tem alguns que procuram ignorar esse fenômeno climático e a eficiência do guarda-chuva, saindo às ruas sem qualquer proteção. O barbeiro aposentado Waldir Zanela destoava na paisagem cinza na manhã de ontem, ao tentar se esconder embaixo das marquises dos edifícios para fugir dos pingos, ou mesmo ao caminhar encolhido pela calçada. Zanela disse não suportar carregar a arma negra, que para ele é um trambolho. Zanela diz que, para ele, o guarda-chuva só serve para ser esquecido e molhar os pés. De que adianta proteger a cabeça se o frio me atinge pelo pé?, justifica.
Já para o empresário Enoel Veiga Arantes, o guarda-chuva é visto como peça fundamental nos dias de chuva. Chamando atenção por usar um modelo maior que o usual, ele considera fundamental um guarda-chuva grande. Não me importo de carregar ele por aí, prefiro usar os modelos maiores porque tenho garantia de estar sempre seco, disse.





