Curitibanos chupam 'mimosas' e doam sementes para ONG
Maigue Gueths
De Curitiba
Ativistas da Fundação Estadual de Cidadania fizeram a população de Curitiba chupar mimosas (mexerica), ontem pela manhã. A organização não-governamental distribuiu as frutas na Boca Maldita, no centro da capital, com a condição de que os passantes doassem as sementes para o movimento. As sementes serão cultivadas e suas mudas usadas para arborizar o Bairro Novo, na região sul da cidade, dentro do Projeto Pomarizar.
Segundo Maurício Cheli, coordenador geral da fundação, a idéia é plantar 35 mil mudas de árvores frutíferas no bairro, entre pés de mimosas, araçás, goiaba, jabuticaba, pitanga e uvaia (uma espécie nativa em extinção). Só com as 20 caixas de mimosas doadas à entidade e distribuídas ontem, ele esperava obter cerca de 10 mil sementes, com aproveitamento de 70% delas, o que poderá resultar em cinco ou sete mil mudas. As mudas, segundo Cheli, estão sendo produzidas em viveiro pela Fundação e também serão obtidas através do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que se prontificou a ajudar no cultivo das sementes.
O Projeto Pomarizar está sendo implantado no Bairro Novo como piloto, mas ele pode ser estendido para outras áreas da cidade posteriormente, disse Cheli. Após a produção das mudas, a fundação dará início à criação dos pomares no bairro. Estima-se que entre 12 e 15 mil residências existentes no bairro receberão uma muda de árvore. O Bairro Novo foi escolhido porque praticamente não tem áreas verdes. A idéia de usar árvores frutíferas, segundo ele, também é inovadora. Não existe no Paraná, e acho que nem no Brasil, um projeto de pomarizar as cidades. Há programas que prevêem a arborização, mas não com o uso de árvores frutíferas. Com isso, nós estamos adoçando o meio ambiente da cidade, disse. Além de se preocupar com o meio ambiente, a fundação também atua nas áreas de infância e adolescência, educação e emprego para a juventude.





