Curitibano sofre com epidemia de gripe
Curitibano sofre com epidemia de gripe
Movimento nos hospitais e postos de saúde
municipais aumentou em 40 % por causa da
gripe, que atinge principalmente as crianças
Má alimentação,
stress e ambientes
fechados colaboram
para avanço da doença
Anna Camanducaia
Curitiba está vivendo uma epidemia de gripe. O número de consultas tem aumentado nas unidades de saúde, hospitais e consultórios médicos da cidade. O principal vírus deste ano, o Rotavírus, é forte e está causando nos doentes problemas digestivos, como diarréia e vômito, além dos tradicionais sintomas da gripe (coriza, febre alta e tosse).
Até o dia 10 de maio, o Hospital Cajuru atendia cerca de 90 pessoas por dia. Hoje, a média é de 130 atendimentos diários. A maioria dos casos é de gripe. No consultório do geriatra Luiz Bodachne, que também faz clínica geral, o número de pessoas com a doença aumentou em 50%. São 10 novos casos diariamente. Na unidade de saúde 24 horas Boa Vista, as consultas aumentaram de 500 para 800 por dia. O movimento na rede de saúde de Curitiba aumentou em 40% por causa da gripe, afirma a supervisora da equipe de enfermagem da unidade, Rosane Zolet.
As causas do surto da doença são as frequentes mudanças de temperatura, umidade e poluição do ar. A má alimentação, o stress e a permanência em ambientes fechados com muitas pessoas também colaboram para o avanço da gripe. A vacinação é a única maneira de evitar a doença, mas mesmo assim o resultado tem eficiência de 70%.
O tratamento da gripe é puramente sintomático, segundo Badachne. Repouso, hidratação, boa alimentação, sedativos da tosse e analgésico, em caso de febre. Normalmente, a gripe demora uma semana para desaparecer. Mas, se o paciente sentir, depois do terceiro dia, que está piorando, deve procurar um médico.
De acordo com o estado físico do doente, a gripe pode causar pneumonia, amigdalite, otite e encefalite, entre outras doenças. Os mais propensos são crianças, idosos e os imuno-deprimidos, como aidéticos, doentes de câncer e diabéticos.
Segundo o pneumologista Jairo Sponholz, os casos de pneumonia aumentaram em 30%, com relação ao ano passado. Isso se deve à agressividade do vírus e a uma maior frequência das gripes na população.
As crianças são as mais atingidas por terem menor resistência. O Hospital Pequeno Príncipe, que fazia 350 consultas diárias, está atendendo 550 pessoas, desde o dia 10. Dois terços dos pacientes apresentam problemas respiratórios e digestivos. Um terço, apenas doenças respiratórias, diz o diretor clínico do Pequeno Príncipe, Donizetti Giamberardino. Normalmente, toda a família chega com gripe. O estado da criança sempre é pior. Giamberardino acredita que o número de casos de gripe pode diminuir em 15 dias, quando o frio aumentar. As baixas temperaturas eliminam as viroses.





