Curitibanos acostumados a usar o transporte coletivo em horários de pico não têm do que se queixar. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, mostrou que o tempo das viagens em horários de pico é apenas 2,46% superior ao dos horários normais. Isso significa que, se um usuário gasta 20 minutos para se deslocar de um lugar a outro, o tempo extra por causa do movimento seria 30 segundos.
O estudo foi realizado em dez cidades de médio e grande porte no País, e deixou Curitiba na frente de cidades como Porto Alegre e Belo Horizonte. Quem anda de ônibus em Recife, por exemplo, leva 36,62% mais tempo para chegar a seu destino quando há congestionamento. Os passageiros de São Paulo perdem 35,06% de tempo por hora nos horários de pico da tarde e os usuários de Belo Horizonte e Porto Alegre gastam, respectivamente, 14,5% e 7,96%.
A pesquisadora da Coordenaria Geral de Política Urbana do Ipea, Iêda Maria de Oliveira Lima, apontou medidas como as canaletas exclusivas para circulação de ônibus e o aproveitamento da frota - que faz com que os ônibus não circulem vazios - como pontos importantes para a manutenção do índice curitibano.
Mas não são só os usuários do transporte coletivo que tem motivos para se alegrar. Motoristas de carro em Curitiba levam, em média, um tempo 8,85% maior do que levariam para concluir o mesmo percurso em condições normais. Em São Paulo, o tempo em excesso por hora é 50,61% maior, em Recife, 25,66%, em Belo Horizonte, 17,99%, e no Rio de Janeiro, 15,12%.

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