Marcelo AlmeidaMudançaNo bar Luziana, no Juvevê, o número de vizinhos dedicados à ‘‘loura gelada’’ cresceu com o novo código de trânsito. ‘‘A maioria dos nossos clientes é vizinho do bar’’, confirmam o gerente Joaquim Cabral e o vendedor Nilson da LuzO curitibano está preferindo tomar seus goles de cerveja em botecos próximos de casa em vez de sair de carro e correr o risco de levar uma pesada multa por embriaguez. Após a entrada em vigor do novo Código de Trânsito Brasileiro, no dia 22 de janeiro, o consumo da bebida cresceu 3,88% nos bares da periferia e caiu 21,8% na região central. Os dados são do Sindicato das Revendedoras e Distribuidoras de Bebidas em Geral nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Sinred).
A pesquisa foi realizada entre os meses de novembro e dezembro do ano passado (antes do novo código) e janeiro e fevereiro deste ano. O sindicato avaliou a distribuição em 28 bares do centro e 28 nos bairros Capão da Imbuia, Tarumã, Bairro Alto, São João, Lamenha Pequena, Vista Alegre, Uberaba, Seminário e Vila Izabel.
Na região central, o consumo diário de 256,7 caixas de cerveja no final do ano passado caiu para 200,5 caixas nos dois primeiros meses deste ano. Já nos bares periféricos, o volume passou de 164,8 para 171,2 caixas por dia no período avaliado pela pesquisa. ‘‘O aumento do consumo na periferia é pequeno, mas significativo se considerarmos que todo o comércio está retraído’’, avalia o secretário executivo do Sinred, Paulo Bill.
A queda nas vendas de cerveja foi notada pelos garçons do bar Pudim, próximo à região central. ‘‘Nossa média de venda era de duas ou três caixas por dia, mas depois do novo código houve uma queda de 10%’’, comenta Milton Soares, 35 anos, que trabalha há 15 anos no local.
A estudante Daniele Arraes Lopes, 19 anos, mora ao lado do Pudim e disse que evita dirigir quando sai para beber. ‘‘Só vou no carro dos outros ou de táxi’’, conta.
Já no bar Luziana, no Juvevê, o número de vizinhos dedicados à ‘‘loura gelada’’ cresceu com a chegada de multas mais pesadas para quem tomar mais de três copos. ‘‘A maioria dos nossos clientes é vizinho do bar’’, comenta o gerente Joaquim Cabral. Segundo o vendedor Nilson Luis da Luz, que faz a distribuição da Antarctica na região, o volume de garrafas está cerca de 20% maior.

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