Curitiba - O Observatório do Trabalho de Curitiba, parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e a Secretaria Municipal do Trabalho da capital paranaense, divulgou ontem relatório sobre a profissão de motofretista. Os dados da pesquisa indicam o quanto cresceu a importância desses profissionais em Curitiba.
Segundo o observatório, entre 2003 e 2008 o número de pessoas trabalhando como motociclista de pequenas entregas cresceu 83% na Região Metropolitana de Curitiba e 77,9% na Capital. Para efeito de comparação, o emprego formal total aumentou 35,6% na RMC e 32,4% em Curitiba no mesmo período.
O aumento da importância do motofretista pode ser medido também pelo ''boom'' da frota de motocicletas e motonetas. Segundo a pesquisa, de 2001 a 2008, a frota total de veículos em Curitiba cresceu 55,1%. A frota de motocicletas e motonetas aumentou muito mais: 155,8%, passando de 6,6% para 10,9% de participação na frota total.
O efeito maléfico foi o crescimento vertiginoso de mortes de motociclistas em Curitiba. O observatório apontou que, no ano 2000, 21 deles morreram em acidentes na cidade. Em 2007, o número de óbitos de motociclistas foi quase sete vezes maior, chegando a 138 ocorrências, enquanto o total de mortes em acidentes de trânsito cresceu apenas 11%.
O relatório foi elaborado porque na próxima semana será comemorado o Dia do Motociclista, 27 de julho. A data será lembrada também através de um moto-passeio, amanhã, e do 1º Seminário de Saúde, Segurança e Qualificação do Profissional Motofretista de Curitiba, na terça-feira.

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